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 “Com admiração - Carlos Nejar - identifico a mim e tão burro quanto eu”
CLARICE LISPECTOR

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 “A criação tão intensa, tão passional, em Nejar, busca atingir os ápices da solidariedade humana.
O que não é dado em todos os tempos, senão a poucos - a esses em cuja normalidade, há um
‘quantum’ de loucura e outro tanto de santidade”
ANTÔNIO HOUAISS

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 “O Túnel Perfeito, livro belíssimo e terrível que nos constringe a repensar em termos de
desesperado amor”
  GIUSEPPE TAVANI, crítico e escritor italiano

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  “Nejar encarna de forma convincente, porém com modéstia e discreto retraimento, o logro
daquela síntese em tantos lugares desejada e raramente cumprida, entre inovação e tradição,
entre a crítica de mal-estar e esperança. A simplicidade de sua dicção - exata, mas sugestiva -,
 visão do Brasil - crítica mas esperançada - , concede a Nejar uma reputação crescente também no
estrangeiro”.
  GUSTAV SIEBENMANN,  “Poesía Y Poéticas del Siglo XX En La América Hispana Y El
Brasil” (Ed. Gredos, Biblioteca Románica Hispânica, Madri, 1997).

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 “Nejar usa o discurso alegórico, gerando uma outra realidade paralela que redimensiona e
resignifica a realidade real - freqüentemente para criticá-la,; satirizá-la; - este discurso é comum nas
grandes obras corrosivas da maldade humana, como As Viagens de Gulliver e Alice no País
das Maravilhas”
  ILDÁSIO TAVARES, escritor

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  “Carlos Nejar tem a consciência de inventor e pesquisador de novas formas de narrar e
caracterizar as personagens”.
  DEONÍSIO  DA SILVA, ficcionista.

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  “A  ficção de Nejar se distancia dos modelos habituais de narrativa, buscando captar o
impalpável, sendo um domador de sonhos”.
  ANTÔNIO CARLOS SECCHIN , crítico.

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  “ Carlos Nejar atordoa os modelos e paradigmas da crítica literária. Talvez a  sua intenção
secretamente irônica seja  mesmo a de dissolvê-los todos, de instaurar uma potente anarquia que
desmagnetize o falso, “o científico”na literatura que “literatiza”(...)Mudadas as regras do que seja
romance , inventemos com Nejar, em sutil inocência, os próprios novos movimentos
da linguagem.
(...)Nejar sabe entranhar-se nos túneis das frases escritas.Não escreveu um “thriller” ou um
romance de aventuras de espionagem, de estética norteamericana.Escreveu um livro dos
condutosda memória, um inventário de nosso tempo estéril e bárbaro,cheio de fome,
violência e mídia(...)
Escreveu um bólido inclassificável na astronomia dos signos. (...)
   A ficção de Nejar irriga o território ainda não reflorestado do romance brasileiro com este
translado semântico, este trâfego e trânsito de símbolos, esta transferência de sentidos novos
entre os gêneros literários”
  CARLOS EMÍLIO CORRÊA LIMA, escritor (Jornal do Brasil, 03/12/1994)

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  “Carlos Nejar já experimentou e realizou tudo na ordem literária, atinge seu clímax  no romance,
como criatividade, liberdade, revelação, discernimento, possibilidade e estupendo domínio verbal
extracanônica mas epifanicamente encantatório. Coisa de poeta que ultrapassou bordas e lindes -
mas cuja leitura me parece inarredável a quem saiba e ame ler seus condicionamentos: opus
magnum”
  ANTÔNIO HOUAISS, crítico

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  “Os Viventes antecipa o canto que continuará extraindo de sua mina poética, nos dá um belo
exemplo de permanência e invenção contínua”
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, poeta

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  “A escrita de Carlos Nejar própria dos poetas que são também videntes, é um tecido denso de
imagens e ritmos com efeito dinamizante”
ARMAND GUIBERT, crítico e tradutor francês

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  “Poeta da poesia, mais que do verso. Porque o verso costuma  ser perecível. E nessas horas
incertas, de revezamentos ou de impugnações  históricas, quem assegura a permanência do
poeta é a  poesia : a palavra que fala ou se cala, para   além dos limites do verso. A poesia de
Carlos Nejar se compõe de camadas diversas, que se entrecruzam, se dispersam, retornando
sempre ao mesmo estuário, ao mesmo núcleo energético, de onde irrompem, em seqüência
razoavelmente solidária, as imagens da revelação. Mas este poeta metafísico, mágico, de
obstinado culto do mistério, jamais se deixa enredar nas malhas de um poema enigmático.
O seu enredo poético de tal maneira alarga o princípio da realidade, que quase podemos
falar na transparência do mistério-religioso, cosmogônico, telúrico.”
EDUARDO PORTELLA , crítico.

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  “Na poesia de Nejar se encontra uma força criativa, um  élan profundo que desde os dias de
Garcia Lorca desapareceram da poesia do velho mundo.”
GÜNTER W. LORENZ, crítico e tradutor alemão.

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  “A poesia  de Nejar , tão rica e tão funda , necessita de mais repousada  leitura para entregar-se,
inteira. Impressionou-me seu extraordinário vigor, sua força natural, entre ‘a fala e o silêncio’.”
ENRIQUE MOLINA CAMPOS, poeta espanhol.

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  “Sua poesia me causou uma grande impressão: é uma voz pessoal e não exatamente o que dizem
por aí, nova, mas eterna, como seus temas e palavras, como agradaria escrever. Da forma que a
poesia dessa voz é absolutamente nova e de sempre. E aí está sua grandeza”
ÁNGEL CRESPO, poeta e crítico espanhol