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O escritor CARLOS NEJAR, nasceu
em Porto Alegre, RS. Está radicado no seu Paiol
da
Aurora, em Guarapari (ES). Membro da Academia Brasileira
de Letras, é considerado um dos 37
poetas chaves do século, entre
300 autores memoráveis, no período compreendido de 1890-1990,
segundo ensaio do crítico suíço
Gustav Siebenmann, Poesía Y Poéticas del Siglo
XX En La
América Hispana Y El Brasil (Ed. Gredos, Biblioteca
Românica Hispânica, Madri, 1997).
Nejar figura como uma voz emblemática
e universal, de original e abundante produção lírica.
A
publicação, Quarterly Review of Literature,
de Princeton, New Jersey (EUA), em seu
cinqüentenário, acabou escolhendo o poeta
como um dos grandes escritores da atualidade.
Único representante brasileiro indicado pela influente
revista americana, é colocado no mesmo
patamar do espanhol Rafael Alberti e do francês
Yves Bonnefoy, entre cinqüenta autores
selecionados.
Publicou, entre outros volumes, Sélesis
(1960), Livro de Silbion (1963), O Campeador o Vento
(1966), Ordenações (1971), Canga
(Jesualdo Monte, 1971), Casa dos Arreios (1973), O Poço
do
Calabouço (1974), Árvore do mundo
(1977), O Chapéu das Estações (1978) , Os
Viventes (1979),
Um País, O Coração (1980),
Obra
Poética I (1980), Livro de Gazéis (1984),
Memórias
do Porão
(1985) , Meus estimados vivos (primeiro
livro de poemas em papel reciclado do Brasil,com
ilustrações de Jorge Solé, Vitória,
ES, 1989), Amar: a mais alta constelação (1991); Elza
dos
pássaros ou a ordem dos planetas (1993),
Simón
Vento Bolívar (bilíngüe,espanhol-português,
trad. Luis Oviedo, 1993), Aquém da Infância
(1995), Os Dias pelos Dias (Ed. Topbooks, 1997,
Rio), Sonetos do Paiol , ao Sul da Aurora (Ed.
LP&M, 1997, P.A.,RS), todos de poesia. Editou a
rapsódia A Idade da Aurora: Fundação
do Brasil (1990). Suas Antologias foram: De
Sélesis a
Danações (Ed.Quíron,SP, 1975
), A Genealogia da Palavra (Ed. Iluminuras, SP, 1989), Minha
Voz
se chamava Carlos (Unidade Editorial-Prefeitura
de POA, RS, 1994), Os Melhores Poemas de
Carlos Nejar, com prefácio e seleção
de Léo Gilson Ribeiro (Ed. Global, S.Paulo, 1998).
Romancista de talento reconhecido pela ousada
inventividade, com quem a grande Clarice
Lispector se identificava, Nejar “atordoa os modelos
e paradigmas da crítica literária” removendo
as estruturas tradicionais do romance. Estilo marcante
na novela Um certo Jacques Netan (1991)
e O Túnel Perfeito (1994), esse último
escolhido pelo Jornal do Brasil como um dos dez melhores
romances do ano. Carta aos Loucos, Editora Record,
(1998). Ainda conta com a reflexões sobre a
criação contemporânea, A
chama é um fogo úmido, (Coleção Afrânio
Peixoto, da Academia
Brasileira de Letras, 1994).
Apreciado pela crítica como “o
poeta do pampa brasileiro” ou da “condição humana”,
como
bem assinalou Jacinto de Prado Coelho, usufrui de crescente
reputação no estrangeiro, com
poemas traduzidos em diversos idiomas e estudado nas
pri ncipais universidades do Brasil e do
Exterior. Procurador de Justiça do Rio Grande
do Sul, agora aposentado, continua, como ele
mesmo diz, “procurador de almas”. Ocupa a cadeira
n. 4 da Academia Brasileira de Letras e a
do Pen Clube do Brasil, na vaga de Raul Bopp.
Participou como jurado do prêmio Casa das
Américas, em 1990 e do prêmio Camões,
em 1997. É um dos escritores brasileiros convidados a
participar do XVIII Salão do Livro em Paris,
França.
E escolhido por eleição de mais de cem
personalidades na Fundação da Biblioteca
Nacional , para uma Antologia , da “Poesia Sempre”,
entre os vinte poetas fundamentais do Brasil contemporâneo.
Traduziu
Ficcões, de Jorge Luís
Borges (editora Globo,P.Alegre, 1970, estando
atualmente nas Obras Completas, Vol. I, do
grande escritor argentino, pela editora sediada agora
em S. Paulo, em 1998 -de quem Carlos Nejar
é um dos primeiros tradutores no Brasil
e profundo conhecedor da criação borgiana). Traduziu
também Elogio da Sombra, de Jorge Luís
Borges (em parcera com Alfredo Jacques), 1971. Do
poeta chileno Pablo Neruda,
traduziu Memorial
de Ilha Negra (De onde nasce a chuva), Ed.
alamandra, Rio, em 1980; Cem Sonetos de Amor
, 1979 (atualmente na 12a ed.) e As Uvas e o
Vento, 1980.
Detém os prêmios Cassiano
Ricardo, do Clube de Poesia de SP, 1996; Francisco Igreja, da
UBE, 1991; Luiza Cláudio de Souza, do
Pen Clube do Brasil - 1977; Erico Verissimo, da Câmara
Municipalde POA, 1981; Fernando Chinaglia, da
UBE, 1974; Jorge de Lima, do Instituto
Nacional do Livro, 1971. Na área do livro infanto-juvenil,
arrebatou os prêmios Monteiro Lobato e
o da Associação de Críticos Paulistas
de Arte, com respectivamente Era um Vento muito
Branco e Zão. Na mesma linha, publicou
ainda, O Grande Vento (Ed. Consultor, 1998, Rio), com
ilustraçõesde Cristiano Chagas. É
autor de Teatro em Versos: Miguel Pampa, Fausto, Joana das
Vozes, Ulisses, As Parcas, Favo branco (Vozes do Brasil),
Pai das Coisas, Auto do Juízo Final -
Deus não é uma andorinha, (Funarte,
Rio, 1998).