§.
"Assim
o vate, concentrado e lúcido, achando fórmulas
exatas,
fulgurantes, em que irrompem perturbantes visões e
vivências,
vai tecendo o seu longo, sibilino texto (de textos), feito
de palavra
e sombra (...) Cada novo livro de (em) si próprio, no
poço
das origens: uma etapa de seu Gênesis. ...Na encruzilhada
da tradição
e do futuro, Carlos Nejar é um caminho diferente, um
caso
único no panorama da atual poesia em língua portuguesa."
JACINTO
DO PRADO COELHO, Lisboa, l977.
§.
"O poema nejariano
é interminável em sua essência;por isso pode
acabar
sem fim, digamos, como os romances de Becket...Sua
poesia
realiza-se sob a forma de um permanente inventário das
angústias
e dores da condição humana."
ANTÔNIO
RAMOS ROSA, Lisboa , l973.
§.
"A grande
revelação que tive dessa magna figura (Carlos Nejar)
foi feita
por estrangeiros, quando se realizou em Campos (...) ,um
Seminário
de Tradutores da Literatura Brasileira. Todos ficamos
de certo
modo surpreendidos, vendo que Nejar aparecia em
primeira
menção feita pelas figuras mais ilustres que ali acorre-
ram (...)Verificamos
quanto é possível que alguém seja lá fora um
grande
nome e aqui dentro (...) passe um tanto à margem de nos-
sas preocupações."
AUSTREGÉSILO
DE ATHAYDE, Rio de Janeiro, l99l.
§.
"A
música é sempre, em última análise, mesmo quando
mais
sutilmente
se esconde e disfarça, a componente vital da grande
poesia
(..) Arte poética, portanto, destinada a durar. Música ao
serviço
de um falar poético que é um compromisso feliz entre
a nossa
eliotiana conversa de todos os dias e aquele falar de
certo modo como que acima da boca mortal." (...)
EUGÊNIO
LISBOA, Londres-Lisboa, l979.
§.
"Poeta
do tempo, do amor, da esperança, da morte e de Deus, tudo
isso
entretecido como fios de uma mesma urdidura, admirável e
pessoalíssima,
tal pode ser a suma da poesia de Nejar. (...) Versos
irremediavelmente
belos(de Deus, obsessão de Nejar) , cujo
paralelo
encontramos, talvez mais que noutros poetas, nas
imagens
de um Simone Martini, de um Paolo Uccello, de um
Bosch
pintando a criação do mundo (...)"
ANTÔNIO
OSÓRIO, Lisboa, l979.
§.
O pampa,
com suas tradições peculiares e realidades sociais
avul-
ta na
visão poética de Nejar. Testemunha de seu tempo e seu
povo.
Nejar -tão como Drummond (inconfundivelmente mineiro) e
Cabral
(inconfundivelmente nordestino) - preocupa-se basicamente
com "a
poesia do homem pelo homem ".
GIOVANNI
PONTIERO, Manchester, Inglaterra, l983.
§.
"Árvore
do mundo é , na realidade, uma obra impressionante
que
mereceria
ser traduzida a todas as línguas européias, pois em sua
poesia
se encontra uma força criativa, um élan profundo que, des-
de
os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia do velho
mundo."
GÜNTER
W. LORENZ, Alemanha, l977.
§.
"A ambição
cosmogônica faz, porém, avançar o livro (Memórias
do porão)para
lá desses limites estreitos, e é então História,
Civi-
lização,
livro de todos os viandantes."
FERNANDO
ASSIS PACHECO, Lisboa, l985.
§.
"A variedade
dos temas -amoroso, elegíaco, meditativo, social ,
místico,
épico - não significa dispersão, mas domínio
seguro de
um sopro
poético que de livro para livro se adensa e refina (...)
Carlos
Nejar se alça, com sua produção extensa e agora no
seu
apogeu
do dizer, do pensar e do sentir, ao mais alto nível da poe-
sia brasileira
deste final de século."
LÉO
GILSON RIBEIRO, S. Paulo, l978.
§.
"Não
faltam idéias à poética de Carlos Nejar, mas praticamente
o
que o
distingue é a sua capacidade de verbalização geométrica.
São
as palavras e sua sábia arquitetônica que já
consagraram
Carlos
Nejar como uma das figuras dominantes de nossa poética
deste
fim de século."
TRISTÃO
DE ATHAYDE, Rio, l979.
§.
"De Nejar
podemos dizer que é um poeta completo.A lírica e a
épica
nele coexistem, como em Camões.Nejar é regional e univer-
sal,
lírico e épico, simples e complexo, telúrico e oceânico,sintéti-
co e
úmido,mallarmaico e rimbaudiano.De José Maria Cançado
a
Tristão
de Athayde, todas as gerações o aplaudiram e estudaram..."
ANTÔNIO
CARLOS VILLAÇA, Rio de Janeiro, l98O.
§.
"Carlos
Nejar é dos grandes nomes da poesia brasileira de todos os
tempos
e não apenas da contemporânea.A linguagem de Nejar tem
qualquer
coisa de labareda. Consome, ao mesmo tempo que
ilumina,
as experiências humanas fixadas no seu canto."
FRANKLIN
DE OLIVEIRA, São Paulo, l98O.
§.
"Poeta
da poesia, mais do que do verso.Porque o verso costuma
a ser
perecível(...)E nessas horas incertas, de revezamentos ou
de impugnações
históricas, quem assegura a permanência do
poeta
é a poesia: a palavra que fala ou se cala, para além dos
limi-
tes do
verso. (...)A poesia de Carlos Nejar se compõe de camadas
diversas,
que se entrecruzam, se dispersam, retornando sempre
ao
mesmo estuário, ao
mesmo núcleo energético, de onde
irrompem,
em seqüência razoavelmente solidária, as imagens
da
revelação.(...)
Mas este poeta metaf’sico, mágico, de obstinado
culto
do mistério, jamais se deixa enredar nas malhas de um poema
enigmático.
O seu enredo poético de tal maneira alarga o princípio
da realidade,
que quase podemos falar na transparência do mistério
- religioso,
cosmogônico, telúrico."
EDUARDO
PORTELLA , Rio de Janeiro, l989.
§.
"Em seu
já longo caminho de um poetar em busca do homem e de
seu lugar
no mundo,nestes tempos de crise, Nejar vem ultrapas-
sando
cada vez com mais lucidez e serena alegria os limites
do mundo
concreto e fugaz em que nos movemos, para intuir/vi -
venciar
o invisível , onde a nossa efemeridade se eternizaria."
NELLY
NOVAES COELHO, São Paulo, l993.
§.
"A escrita
(de Carlos Nejar) própria dos poetas que são também
videntes,
é um tecido denso de imagens e ritmos com efeito
dinamizante...Os
textos breves de Argamassa(Somos poucos)
reúnem
num feixe de rigor- e de esperança - as obsessões que
ultrapassam
o indivíduo, para alcançarem a escala de um Conti -
nente."
ARMAND
GUIBERT, Paris, l977.
§.
"Considero
Carlos Nejar um dos maiores poetas da atualidade.
Estranho
apenas que Nejar não tenha em Rio e São Paulo, a mere-
cida
divulgação."
CURT
MEYER-CLASON, Alemanha, l977.
§.
"A IDADE
DA AURORA é um monumento imponente da nossa atual
literatura."
FERNANDO
PY, S.Paulo, l99l.
§.
"Carlos
Nejar se apresentou no apogeu de sua capacidade inventi-
va; adotando
um animismo estonteante, que personifica as gran-
des forças
da alma e dá forma às abstrações mais poderosas
da
mente.(...)
Julgamos que A Idade da Aurora haverá de figurar
na
obra
do poeta como a Invenção de Orfeu se encaixou na de
Jorge
de Lima.
Trata-se de um momento de transe, de um desses instan-
tes da
transformação do homem, de ingresso em outro domínio
da
vida."
FÁBIO
LUCAS, S. Paulo, l99l.
§.
"Creio
que a própria fusão do épico com o lírico pode
explicar o
gosto
do narrador pelo aforismo. O tom subjetivo de uma possível
épica, que narraria o demiúrgico, "sopra"a forma expressiva
da
sentença...Não
é preciso dizer que o poeta confirmou em tom
maior
(A Idade da aurora), o que eu já havia pressentido na sua
poesia,
uma das mais importantes da atual poesia brasileira."
GILBERTO
MENDONÇA TELES, Rio de Janeiro, l99l.
§.
"Carlos
Nejar assume-se , pela via da escrita poética,como um
inventor
de fábulas, daquelas que sem quererem explicar o mundo,
acabam
por lançar uma luz pujante e clarificadora sobre a origem
de muitas
coisas.As personagens que habitam este livro mágico
(A Idade
da aurora...)vivem com um pé no registro épico e outro na
tonalidade
intimista da mais depurada lírica.Através delas, o poeta
constrói
a sua singular cosmogonia e demonstra como são
tênues
e pouco críveis as fronteiras que tradicionalmente separam
os gêneros."
JOSÉ
JORGE LETRIA, Lisboa, l99l.
§.
"A poesia de Nejar, tão rica e tão funda, necessita de mais
repousa-
da leitura
para entregar-se, inteira. Impressionou-me seu extraordi-
nário
vigor, sua força natural, “entre a fala e o silêncio”.
ENRIQUE
MOLINA CAMPOS, poeta, Barcelona, 1979.
§.
"(...)Na
poesia de Nejar se encontra uma força criativa, um élan pro-
fundo
que desde os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia
do velho
mundo."
GÜNTER
W. LORENZ, crítico e tradutor alemão, 1977.
§.
"Carlos Nejar es esencial e imperativamente un poeta, uno
de los más importantes, sí no el más importante,
de la actual
lírica brasileña.(...) Quuedó dicho que Carlos Nejar,
por enci-
ma de su universaalismo, es un poetatelúrico entrañado en
en hombre profundo, andariego y el paisaje llano, de lejano
horizonte, de Rio Grande. (...) Pero una devsus creaciones
más poderosas, en este sentido, es su poema dramático
en
cinco actos- Miguel Pampa . Donde ubicar literariamente este
drama tan complejo y rico en sugestiones? El peregrinaje del
protagonista en busca de la salvación que sólo vislumbrará
e
en el momento de morir; el caudal de filosofia que atesora el
poema y el fuerte tinte sacral que lo envuelve parecen sufi-
cientes para calificarlo de “mistério dramático”al
modo de
los medievales, ya que como en éstos se basa en un perso -
naje y una atmósfera netamente populares."
ARTURO BERENGUER CARISOMO. “Carlos Nejar y su poema
Miguel Pampa “. LA PRENSA, 15.5.1994, Buenos Aires, Ar-
gentina.
§.
"O equilíbrio entre o racional e o sensível é uma
das caracte-
rísticas da poesia de Carlos Nejar. Em especial nos seus li-
vros de composições mais longas: poemas narrativos . Emo-
ção e reflexão nunca se dissociam nos poemas mais
exten -
sos. E acabam dando origem a metáforas puras, imagens
homéricas, do tipo daquelas em que Zeus confessa arrastar
“para si toda a corrente do ser “.Em seu novo livro, OS DIAS
PELOS DIAS, o leitor poderá observar esta pulsação
rítmi-
ca, própria do epos , mesmo quando o verso sem unidade
métrica se paresenta como princípio ordenador da obra que
tanto pode ser um poema quanto uma sinfonia ou uma escul-
tura.Isto quer dizer que o ritmo do epos tanto pode estar
presente nas artes temporais como nas espaciais."
CÉSAR LEAL. “Os dias pelos dias : novo livro de Nejar “.
DIÁRIO PERNAMBUCANO, 1.12,1997, Recife, Pernambuco.
§.
"Carlos Nejar constitui, no contexto dos anos 70, um
do
mais altos momentos da lírica participativa da língua
por-
tuguesa dos últimos tempos.Soube, como pouquíssimos,
dinamizar poeticamente a palavra, torná-la acesa e vigoro-
sa, situada entre a intervenção e a invenção.(...)
Em TEATRO
EM VERSOS, retoma a grande tradição ibérica dos
autos sa-
cramentais, com Gil Vicente( Auto da Alma), no século XVI,
e
com os mestres do Siglo de Oro espanhol (...) Entretanto, a
linha barroca redimensionada pelo poeta gaúcho se identifi-
ca com a voltada para o alegórico cristianizado e sua proble-
tica metafísica da vida.(...)Talvez uma das razões
da raridade
do poema dramático se manifeste naquela dificuldade
técni-
ca lembrada por T. S. Eliot ( As três vozes da poesia) em atri -
buir passagens poéticas impróprias ou até mesmo adequa-
das a um personagem, travando assim o desenvolvimento
da ação da peça. A estratégia de Carlos Nejar
para resolver
essa dificuldade reside em transformar cada poema em per-
sonagens e cada verso em ato, no qual o leitor / espectador
participa , levado pela ação desveladora da própria
palavra
poética."
ADRIANO ESPÍNOLA .”A poesia que vibra em vozes
dramáticas “. Jornal O GLOBO ,26.12.1998, Rio de Janeiro.
§.
"A confecção
de versos adaptáveis à situação e musicais,
são
propriedades
de um grande poeta. E Nejar soube fazê-lo, mas
soube
ainda dar a seus versos encanto - “fantasia” - e por
essa
razão, não classificaríamos as peças desta
sua obra
que presentemente
analisamos, como teatro em verso, mas
TEATRO
POÉTICO. Pois, mais que versificar, Nejar soube
dar às
vozes que nele aparecem uma dignidade universal e
guardá-las
em uma ânfora de poesia. (...)O barroquismo da
linguagem
poética nejariana hiperboliza, repete cristalizadas
antíteses
e dá o tom de choque de repulsão para expressar
a fugacidade
do tempo."
ESTER
ABREU VIEIRA DE OLIVEIRA. “Teatro em versos de
Carlos
Nejar entre a forma e a fantasia “, 1998.
§.
Surgindo
em 1960, com Sélesis, Carlos Nejar soube marcar
um espaço
único na literatura nacional. Porque, em síntese,
nele
ocorre a confluência inconformada das percepções his-
tórica
e mítica, participante e transcendente, para torná-la
a um
só tempo testemunha de nossa época e reafirmação
superlativa
da imaginação transfiguradora.
ADRIANO
ESPÍNOLA . Carlos Nejar incorpora a confluência re-
belde
. Jornal “Folha de São Paulo “, 9 de agosto de 1999 -
S.
Paulo.
§.
"Livro de Silbion, do poeta Carlos Nejar, não é
só um poema
épico brasileiro. É um poema épico latino-americano.
Esta é
uma poesia de grandeza .(...) Nào é só um livro
brasileiro.
É um livro do mundo. Exagero ? Nenhum.Basta percorrer
estas páginas , basta descobrir nessas palavras e nesses
versos esse sentido existencial do poema, da poesia, do
universo poético.Nos tempos atuais isso é quase um milagre."
ÁLVARO ALVES DE FARIA . Carlos Nejar volta às
for-
mas primitivas . JORNAL DA TARDE , 7.8.99, São Paulo.
§.
"Não deveríamos comparar obras de poetas,
mas não nos é
possível ficar alheios em relação àquilo
que conhecemos de
poetas como João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida
Severina, ou de Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência.
A primeira, uma epopéia nordestina; a segunda, um épico
mineiro. Ao mundo desses dois poetas, damos entrada
para Carlos Nejar, poeta da geração de 60, com seu Miguel
Pampa, cancioneiro gaúcho. (...)Chamo
atenção para a
importância e grandiosidade de Miguel Pampa , poema,
poesia e teatro. A obra é, por si, um conjunto de vivências
do poeta,cuja marca maior é o tempo, o vento e a
valorização da vida."
HUGO
PONTES . Estado de Liberdade.
Jornal “A Gazeta”. Em 20 de agosto de 1997. Vitória,ES.
§.
"Correto seria reconhecer em vida , o lugar que Carlos
Ne-
jar ocupa hoje, ao lado de João Cabral, como o maior poeta
brasileiro vivo."
SÉRGIO
RIBEIRO ROSA. Carlos Nejar . Jornal
“Zero Hora”. Em 25 de julho de 1994 . Palegre, RS.
§.
"Assim
o vate, concentrado e lúcido, achando fórmulas
exatas,
fulgurantes, em que irrompem perturbantes visões e
vivências,
vai tecendo o seu longo, sibilino texto(de textos), feito
de palavra
e sombra (...)Cada novo livro de (em) si próprio, no
poço
das origens: uma etapa de seu Gênesis. ...Na encruzilhada
da tradição
e do futuro, Carlos Nejar é um caminho diferente, um
caso
único no panorama da atual poesia em língua portuguesa."
JACINTO
DO PRADO COELHO, Lisboa, l977.
§.
"O poema nejariano
é interminável em sua essência;por isso pode
acabar
sem fim, digamos, como os romances de Becket...Sua
poesia
realiza-se sob a forma de um permanente inventário das
angústias
e dores da condição humana."
ANTÔNIO
RAMOS ROSA, Lisboa , l973.
§.
"A grande
revelação que tive dessa magna figura (Carlos Nejar)
foi feita
por estrangeiros, quando se realizou em Campos(...) ,um
Seminário
de Tradutores da Literatura Brasileira. Todos ficamos
de certo
modo surpreendidos, vendo que Nejar aparecia em
primeira
menção feita pelas figuras mais ilustres que ali acorre-
ram (...)Verificamos
quanto é possível que alguém seja lá fora um
grande
nome e aqui dentro(...) passe um tanto à margem de nos-
sas preocupações."
AUSTREGÉSILO
DE ATHAYDE, Rio de Janeiro, l99l.
§.
"A
música é sempre, em última análise, mesmo quando
mais
sutilmente
se esconde e disfarça, a componente vital da grande
poesia
(..) Arte poética, portanto, destinada a durar. Música ao
serviço
de um falar poético que é um compromisso feliz entre
a nossa
eliotiana conversa de todos os dias e aquele falar de
certo modo como que acima da boca mortal."
(...)
EUGÊNIO
LISBOA, Londres-Lisboa, l979.
§.
"Poeta
do tempo, do amor, da esperança, da morte e de Deus, tudo
isso
entretecido como fios de uma mesma urdidura, admirável e
pessoalíssima,
tal pode ser a suma da poesia de Nejar. (...) Versos
irremediavelmente
belos(de Deus, obsessão de Nejar) , cujo
paralelo
encontramos, talvez mais que noutros poetas, nas
imagens
de um Simone Martini, de um Paolo Uccello, de um
Bosch
pintando a criação do mundo (...)"
ANTÔNIO
OSÓRIO, Lisboa, l979.
§.
O pampa,
com suas tradições peculiares e realidades sociais
avul-
ta na
visão poética de Nejar. Testemunha de seu tempo e seu
povo.
Nejar -tão como Drummond (inconfundivelmente mineiro) e
Cabral
(inconfundivelmente nordestino) - preocupa-se basicamente
com "a
poesia do homem pelo homem ".
GIOVANNI
PONTIERO, Manchester, Inglaterra, l983.
§.
"Árvore
do mundo é , na realidade, uma obra impressionante
que
mereceria
ser traduzida a todas as línguas européias, pois em sua
poesia
se encontra uma força criativa, um élan profundo que, des-
de
os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia do velho
mundo."
GÜNTER
W. LORENZ, Alemanha, l977.
§.
"A
ambição cosmogônica faz, porém, avançar
o livro (Memórias
do porão)para
lá desses limites estreitos, e é então História,
Civi-
lização,
livro de todos os viandantes."
FERNANDO
ASSIS PACHECO, Lisboa, l985.
§.
"A variedade
dos temas -amoroso, elegíaco, meditativo, social ,
místico,
épico - não significa dispersão, mas domínio
seguro de
um sopro
poético que de livro para livro se adensa e refina (...)
Carlos
Nejar se alça, com sua produção extensa e agora no
seu
apogeu
do dizer, do pensar e do sentir, ao mais alto nível da poe-
sia brasileira
deste final de século."
LÉO
GILSON RIBEIRO, S. Paulo, l978.
§.
"Não
faltam idéias à poética de Carlos Nejar, mas praticamente
o
que o
distingue é a sua capacidade de verbalização geométrica.
São
as palavras e sua sábia arquitetônica que já
consagraram
Carlos
Nejar como uma das figuras dominantes de nossa poética
deste
fim de século."
TRISTÃO
DE ATHAYDE, Rio, l979.
§.
"De Nejar
podemos dizer que é um poeta completo.A lírica e a
épica
nele coexistem, como em Camões.Nejar é regional e univer-
sal,
lírico e épico, simples e complexo, telúrico e oceânico,sintéti-
co e
úmido,mallarmaico e rimbaudiano.De José Maria Cançado
a
Tristão
de Athayde, todas as gerações o aplaudiram e estudaram..."
ANTÔNIO
CARLOS VILLAÇA, Rio de Janeiro, l98O.
§.
"Carlos
Nejar é dos grandes nomes da poesia brasileira de todos os
tempos
e não apenas da contemporânea.A linguagem de Nejar tem
qualquer
coisa de labareda. Consome, ao mesmo tempo que
ilumina,
as experiências humanas fixadas no seu canto."
FRANKLIN
DE OLIVEIRA, São Paulo, l98O.
§.
"Poeta
da poesia, mais do que do verso.Porque o verso costuma
a ser
perecível(...)E nessas horas incertas, de revezamentos ou
de impugnações
históricas, quem assegura a permanência do
poeta
é a poesia: a palavra que fala ou se cala, para além dos
limi-
tes do
verso. (...)A poesia de Carlos Nejar se compõe de camadas
diversas,
que se entrecruzam, se dispersam, retornando sempre
ao
mesmo estuário, ao
mesmo núcleo energético, de onde
irrompem,
em seqüência razoavelmente solidária, as imagens
da
revelação.(...)
Mas este poeta metaf’sico, mágico, de obstinado
culto
do mistério, jamais se deixa enredar nas malhas de um poema
enigmático.
O seu enredo poético de tal maneira alarga o princípio
da realidade,
que quase podemos falar na transparência do mistério
- religioso,
cosmogônico, telúrico."
EDUARDO
PORTELLA , Rio de Janeiro, l989.
§.
"Em seu
já longo caminho de um poetar em busca do homem e de
seu lugar
no mundo,nestes tempos de crise, Nejar vem ultrapas-
sando
cada vez com mais lucidez e serena alegria os limites
do mundo
concreto e fugaz em que nos movemos, para intuir/vi -
venciar
o invisível , onde a nossa efemeridade se eternizaria."
NELLY
NOVAES COELHO, São Paulo, l993.
§.
"A escrita
(de Carlos Nejar) própria dos poetas que são também
videntes,
é um tecido denso de imagens e ritmos com efeito
dinamizante...Os
textos breves de Argamassa(Somos poucos)
reúnem
num feixe de rigor- e de esperança - as obsessões que
ultrapassam
o indivíduo, para alcançarem a escala de um Conti -
nente."
ARMAND
GUIBERT, Paris, l977.
§.
"Considero
Carlos Nejar um dos maiores poetas da atualidade.
Estranho
apenas que Nejar não tenha em Rio e São Paulo, a mere-
cida
divulgação."
CURT
MEYER-CLASON, Alemanha, l977.
§.
"A IDADE
DA AURORA é um monumento imponente da nossa atual
literatura."
FERNANDO
PY, S.Paulo, l99l.
§.
"Carlos
Nejar se apresentou no apogeu de sua capacidade inventi-
va; adotando
um animismo estonteante, que personifica as gran-
des forças
da alma e dá forma às abstrações mais poderosas
da
mente.(...)
Julgamos que A Idade da Aurora haverá de figurar
na
obra
do poeta como a Invenção de Orfeu se encaixou na de
Jorge
de Lima.
Trata-se de um momento de transe, de um desses instan-
tes da
transformação do homem, de ingresso em outro domínio
da
vida."
FÁBIO
LUCAS, S. Paulo, l99l.
§.
"Creio
que a própria fusão do épico com o lírico pode
explicar o
gosto
do narrador pelo aforismo. O tom subjetivo de uma possível
épica, que narraria o demiúrgico, "sopra"a forma expressiva
da
sentença...Não
é preciso dizer que o poeta confirmou em tom
maior
(A Idade da aurora), o que eu já havia pressentido na sua
poesia,
uma das mais importantes da atual poesia brasileira."
GILBERTO
MENDONÇA TELES, Rio de Janeiro, l99l.
§.
"Carlos
Nejar assume-se , pela via da escrita poética,como um
inventor
de fábulas, daquelas que sem quererem explicar o mundo,
acabam
por lançar uma luz pujante e clarificadora sobre a origem
de muitas
coisas.As personagens que habitam este livro mágico
(A Idade
da aurora...)vivem com um pé no registro épico e outro na
tonalidade
intimista da mais depurada lírica.Através delas, o poeta
constrói
a sua singular cosmogonia e demonstra como são
tênues
e pouco críveis as fronteiras que tradicionalmente separam
os gêneros."
JOSÉ
JORGE LETRIA, Lisboa, l99l.
§.
"A poesia de Nejar, tão rica e tão funda, necessita de mais
repousa-
da leitura
para entregar-se, inteira. Impressionou-me seu extraordi-
nário
vigor, sua força natural, “entre a fala e o silêncio”.
ENRIQUE
MOLINA CAMPOS, poeta, Barcelona, 1979.
§.
"(...)Na
poesia de Nejar se encontra uma força criativa, um élan pro-
fundo
que desde os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia
do velho
mundo."
GÜNTER
W. LORENZ, crítico e tradutor alemão, 1977.
§.
"Carlos Nejar es esencial e imperativamente un poeta, uno
de los más importantes, sí no el más importante,
de la actual
lírica brasileña.(...) Quuedó dicho que Carlos Nejar,
por enci-
ma de su universaalismo, es un poetatelúrico entrañado en
en hombre profundo, andariego y el paisaje llano, de lejano
horizonte, de Rio Grande. (...) Pero una devsus creaciones
más poderosas, en este sentido, es su poema dramático
en
cinco actos- Miguel Pampa . Donde ubicar literariamente este
drama tan complejo y rico en sugestiones? El peregrinaje del
protagonista en busca de la salvación que sólo vislumbrará
e
en el momento de morir; el caudal de filosofia que atesora el
poema y el fuerte tinte sacral que lo envuelve parecen sufi-
cientes para calificarlo de “mistério dramático”al
modo de
los medievales, ya que como en éstos se basa en un perso -
naje y una atmósfera netamente populares."
ARTURO BERENGUER CARISOMO. “Carlos Nejar y su poema
Miguel Pampa “. LA PRENSA, 15.5.1994, Buenos Aires, Ar-
gentina.
§.
"O equilíbrio entre o racional e o sensível é uma
das caracte-
rísticas da poesia de Carlos Nejar. Em especial nos seus li-
vros de composições mais longas: poemas narrativos . Emo-
ção e reflexão nunca se dissociam nos poemas mais
exten -
sos. E acabam dando origem a metáforas puras, imagens
homéricas, do tipo daquelas em que Zeus confessa arrastar
“para si toda a corrente do ser “.Em seu novo livro, OS DIAS
PELOS DIAS, o leitor poderá observar esta pulsação
rítmi-
ca, própria do epos , mesmo quando o verso sem unidade
métrica se paresenta como princípio ordenador da obra que
tanto pode ser um poema quanto uma sinfonia ou uma escul-
tura.Isto quer dizer que o ritmo do epos tanto pode estar
presente nas artes temporais como nas espaciais."
CÉSAR LEAL. “Os dias pelos dias : novo livro de Nejar “.
DIÁRIO PERNAMBUCANO, 1.12,1997, Recife, Pernambuco.
§.
"Carlos Nejar constitui, no contexto dos anos 70, um
do
mais altos momentos da lírica participativa da língua
por-
tuguesa dos últimos tempos.Soube, como pouquíssimos,
dinamizar poeticamente a palavra, torná-la acesa e vigoro-
sa, situada entre a intervenção e a invenção.(...)
Em TEATRO
EM VERSOS, retoma a grande tradição ibérica dos
autos sa-
cramentais, com Gil Vicente( Auto da Alma), no século XVI,
e
com os mestres do Siglo de Oro espanhol (...) Entretanto, a
linha barroca redimensionada pelo poeta gaúcho se identifi-
ca com a voltada para o alegórico cristianizado e sua proble-
tica metafísica da vida.(...)Talvez uma das razões
da raridade
do poema dramático se manifeste naquela dificuldade
técni-
ca lembrada por T. S. Eliot ( As três vozes da poesia) em atri -
buir passagens poéticas impróprias ou até mesmo adequa-
das a um personagem, travando assim o desenvolvimento
da ação da peça. A estratégia de Carlos Nejar
para resolver
essa dificuldade reside em transformar cada poema em per-
sonagens e cada verso em ato, no qual o leitor / espectador
participa , levado pela ação desveladora da própria
palavra
poética."
ADRIANO ESPÍNOLA .”A poesia que vibra em vozes
dramáticas “. Jornal O GLOBO ,26.12.1998, Rio de Janeiro.
§.
"A confecção
de versos adaptáveis à situação e musicais,
são
propriedades
de um grande poeta. E Nejar soube fazê-lo, mas
soube
ainda dar a seus versos encanto - “fantasia” - e por
essa
razão, não classificaríamos as peças desta
sua obra
que presentemente
analisamos, como teatro em verso, mas
TEATRO
POÉTICO. Pois, mais que versificar, Nejar soube
dar às
vozes que nele aparecem uma dignidade universal e
guardá-las
em uma ânfora de poesia. (...)O barroquismo da
linguagem
poética nejariana hiperboliza, repete cristalizadas
antíteses
e dá o tom de choque de repulsão para expressar
a fugacidade
do tempo."
ESTER
ABREU VIEIRA DE OLIVEIRA. “Teatro em versos de
Carlos
Nejar entre a forma e a fantasia “, 1998.
§.
Surgindo
em 1960, com Sélesis, Carlos Nejar soube marcar
um espaço
único na literatura nacional. Porque, em síntese,
nele
ocorre a confluência inconformada das percepções his-
tórica
e mítica, participante e transcendente, para torná-la
a um
só tempo testemunha de nossa época e reafirmação
superlativa
da imaginação transfiguradora.
ADRIANO
ESPÍNOLA . Carlos Nejar incorpora a confluência re-
belde
. Jornal “Folha de São Paulo “, 9 de agosto de 1999 -
S.
Paulo.
§.
"Livro de Silbion, do poeta Carlos Nejar, não é
só um poema
épico brasileiro. É um poema épico latino-americano.
Esta é
uma poesia de grandeza .(...) Nào é só um livro
brasileiro .
É um livro do mundo. Exagero ? Nenhum.Basta percorrer
estas páginas , basta descobrir nessas palavras e nesses
versos esse sentido existencial do poema, da poesia, do
universo poético.Nos tempos atuais isso é quase um mila-
gre."
ÁLVARO ALVES DE FARIA . Carlos Nejar volta às
for-
mas primitivas . JORNAL DA TARDE , 7.8.99, São Paulo.
§.
"Não deveríamos comparar obras de poetas,
mas não nos é
possível ficar alheios em relação àquilo
que conhecemos de
poetas como João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida
Severina, ou de Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência.
A primeira, uma epopéia nordestina; a segunda, um épico
mineiro. Ao mundo desses dois poetas, damos entrada
para Carlos Nejar, poeta da geração de 60, com seu Miguel
Pampa, cancioneiro gaúcho. (...)Chamo
atenção para a
importância e grandiosidade de Miguel Pampa , poema,
poesia e teatro. A obra é, por si, um conjunto de vivências
do poeta,cuja marca maior é o tempo, o vento e a
valorização da vida."
HUGO
PONTES . Estado de Liberdade.
Jornal “A Gazeta”.Em 20 de agosto de 1997. Vitória,ES.
§.
"Correto seria reconhecer em vida , o lugar que Carlos
Ne-
jar ocupa hoje, ao lado de João Cabral, como o maior poeta
brasileiro vivo."
SÉRGIO
RIBEIRO ROSA. Carlos Nejar . Jornal
“Zero Hora”. Em 25 de julho de 1994 . Palegre, RS.
§.
"Assim
o vate, concentrado e lúcido, achando fórmulas
exatas,
fulgurantes, em que irrompem perturbantes visões e
vivências,
vai tecendo o seu longo, sibilino texto (de textos), feito
de palavra
e sombra (...)Cada novo livro de (em) si próprio, no
poço
das origens: uma etapa de seu Gênesis. ...Na encruzilhada
da tradição
e do futuro, Carlos Nejar é um caminho diferente, um
caso
único no panorama da atual poesia em língua portuguesa."
JACINTO
DO PRADO COELHO, Lisboa, l977.
§.
"O poema nejariano
é interminável em sua essência;por isso pode
acabar
sem fim, digamos, como os romances de Becket...Sua
poesia
realiza-se sob a forma de um permanente inventário das
angústias
e dores da condição humana."
ANTÔNIO
RAMOS ROSA, Lisboa , l973.
§.
"A grande
revelação que tive dessa magna figura (Carlos Nejar)
foi feita
por estrangeiros, quando se realizou em Campos(...) ,um
Seminário
de Tradutores da Literatura Brasileira. Todos ficamos
de certo
modo surpreendidos, vendo que Nejar aparecia em
primeira
menção feita pelas figuras mais ilustres que ali acorre-
ram (...)Verificamos
quanto é possível que alguém seja lá fora um
grande
nome e aqui dentro(...) passe um tanto à margem de nos-
sas preocupações."
AUSTREGÉSILO
DE ATHAYDE, Rio de Janeiro, l99l.
§.
"A
música é sempre, em última análise, mesmo quando
mais
sutilmente
se esconde e disfarça, a componente vital da grande
poesia
(..) Arte poética, portanto, destinada a durar. Música ao
serviço
de um falar poético que é um compromisso feliz entre
a nossa
eliotiana conversa de todos os dias e aquele falar de
certo modo como que acima da boca mortal." (...)
EUGÊNIO
LISBOA, Londres-Lisboa, l979.
§.
"Poeta
do tempo, do amor, da esperança, da morte e de Deus, tudo
isso
entretecido como fios de uma mesma urdidura, admirável e
pessoalíssima,
tal pode ser a suma da poesia de Nejar. (...) Versos
irremediavelmente
belos(de Deus, obsessão de Nejar) , cujo
paralelo
encontramos, talvez mais que noutros poetas, nas
imagens
de um Simone Martini, de um Paolo Uccello, de um
Bosch
pintando a criação do mundo (...)"
ANTÔNIO
OSÓRIO, Lisboa, l979.
§.
O pampa,
com suas tradições peculiares e realidades sociais
avul-
ta na
visão poética de Nejar. Testemunha de seu tempo e seu
povo.
Nejar -tão como Drummond (inconfundivelmente mineiro) e
Cabral
(inconfundivelmente nordestino) - preocupa-se basicamente
com "a
poesia do homem pelo homem ".
GIOVANNI
PONTIERO, Manchester, Inglaterra, l983.
§.
"Árvore
do mundo é , na realidade, uma obra impressionante
que
mereceria
ser traduzida a todas as línguas européias, pois em sua
poesia
se encontra uma força criativa, um élan profundo que, des-
de
os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia do velho
mundo."
GÜNTER
W. LORENZ, Alemanha, l977.
§.
"A
ambição cosmogônica faz, porém, avançar
o livro (Memórias
do porão)para
lá desses limites estreitos, e é então História,
Civi-
lização,
livro de todos os viandantes."
FERNANDO
ASSIS PACHECO, Lisboa, l985.
§.
"A variedade
dos temas -amoroso, elegíaco, meditativo, social ,
místico,
épico - não significa dispersão, mas domínio
seguro de
um sopro
poético que de livro para livro se adensa e refina (...)
Carlos
Nejar se alça, com sua produção extensa e agora no
seu
apogeu
do dizer, do pensar e do sentir, ao mais alto nível da poe-
sia brasileira
deste final de século."
LÉO
GILSON RIBEIRO, S. Paulo, l978.
§.
"Não
faltam idéias à poética de Carlos Nejar, mas praticamente
o
que o
distingue é a sua capacidade de verbalização geométrica.
São
as palavras e sua sábia arquitetônica que já
consagraram
Carlos
Nejar como uma das figuras dominantes de nossa poética
deste
fim de século."
TRISTÃO
DE ATHAYDE, Rio, l979.
§.
"De Nejar
podemos dizer que é um poeta completo.A lírica e a
épica
nele coexistem, como em Camões.Nejar é regional e univer-
sal,
lírico e épico, simples e complexo, telúrico e oceânico,sintéti-
co e
úmido,mallarmaico e rimbaudiano.De José Maria Cançado
a
Tristão
de Athayde, todas as gerações o aplaudiram e estudaram..."
ANTÔNIO
CARLOS VILLAÇA, Rio de Janeiro, l98O.
§.
"Carlos
Nejar é dos grandes nomes da poesia brasileira de todos os
tempos
e não apenas da contemporânea.A linguagem de Nejar tem
qualquer
coisa de labareda. Consome, ao mesmo tempo que
ilumina,
as experiências humanas fixadas no seu canto."
FRANKLIN
DE OLIVEIRA, São Paulo, l98O.
§.
"Poeta
da poesia, mais do que do verso.Porque o verso costuma
a ser
perecível(...)E nessas horas incertas, de revezamentos ou
de impugnações
históricas, quem assegura a permanência do
poeta
é a poesia: a palavra que fala ou se cala, para além dos
limi-
tes do
verso. (...)A poesia de Carlos Nejar se compõe de camadas
diversas,
que se entrecruzam, se dispersam, retornando sempre
ao
mesmo estuário, ao
mesmo núcleo energético, de onde
irrompem,
em seqüência razoavelmente solidária, as imagens
da
revelação.(...)
Mas este poeta metaf’sico, mágico, de obstinado
culto
do mistério, jamais se deixa enredar nas malhas de um poema
enigmático.
O seu enredo poético de tal maneira alarga o princípio
da realidade,
que quase podemos falar na transparência do mistério
- religioso,
cosmogônico, telúrico."
EDUARDO
PORTELLA , Rio de Janeiro, l989.
§.
"Em seu
já longo caminho de um poetar em busca do homem e de
seu lugar
no mundo,nestes tempos de crise, Nejar vem ultrapas-
sando
cada vez com mais lucidez e serena alegria os limites
do mundo
concreto e fugaz em que nos movemos, para intuir/vi -
venciar
o invisível , onde a nossa efemeridade se eternizaria."
NELLY
NOVAES COELHO, São Paulo, l993.
§.
"A escrita
(de Carlos Nejar) própria dos poetas que são também
videntes,
é um tecido denso de imagens e ritmos com efeito
dinamizante...Os
textos breves de Argamassa(Somos poucos)
reúnem
num feixe de rigor- e de esperança - as obsessões que
ultrapassam
o indivíduo, para alcançarem a escala de um Conti -
nente."
ARMAND
GUIBERT, Paris, l977.
§.
"Considero
Carlos Nejar um dos maiores poetas da atualidade.
Estranho
apenas que Nejar não tenha em Rio e São Paulo, a mere-
cida
divulgação."
CURT
MEYER-CLASON, Alemanha, l977.
§.
"A IDADE
DA AURORA é um monumento imponente da nossa atual
literatura."
FERNANDO
PY, S.Paulo, l99l.
§.
"Carlos
Nejar se apresentou no apogeu de sua capacidade inventi-
va; adotando
um animismo estonteante, que personifica as gran-
des forças
da alma e dá forma às abstrações mais poderosas
da
mente.(...)
Julgamos que A Idade da Aurora haverá de figurar
na
obra
do poeta como a Invenção de Orfeu se encaixou na de
Jorge
de Lima.
Trata-se de um momento de transe, de um desses instan-
tes da
transformação do homem, de ingresso em outro domínio
da
vida."
FÁBIO
LUCAS, S. Paulo, l99l.
§.
"Creio
que a própria fusão do épico com o lírico pode
explicar o
gosto
do narrador pelo aforismo. O tom subjetivo de uma possível
épica, que narraria o demiúrgico, "sopra"a forma expressiva
da
sentença...Não
é preciso dizer que o poeta confirmou em tom
maior
(A Idade da aurora), o que eu já havia pressentido na sua
poesia,
uma das mais importantes da atual poesia brasileira."
GILBERTO
MENDONÇA TELES, Rio de Janeiro, l99l.
§.
"Carlos
Nejar assume-se , pela via da escrita poética,como um
inventor
de fábulas, daquelas que sem quererem explicar o mundo,
acabam
por lançar uma luz pujante e clarificadora sobre a origem
de muitas
coisas.As personagens que habitam este livro mágico
(A Idade
da aurora...)vivem com um pé no registro épico e outro na
tonalidade
intimista da mais depurada lírica.Através delas, o poeta
constrói
a sua singular cosmogonia e demonstra como são
tênues
e pouco críveis as fronteiras que tradicionalmente separam
os gêneros."
JOSÉ
JORGE LETRIA, Lisboa, l99l.
§.
"A poesia de Nejar, tão rica e tão funda, necessita de mais
repousa-
da leitura
para entregar-se, inteira. Impressionou-me seu extraordi-
nário
vigor, sua força natural, “entre a fala e o silêncio”.
ENRIQUE
MOLINA CAMPOS, poeta, Barcelona, 1979.
§.
"(...)Na
poesia de Nejar se encontra uma força criativa, um élan pro-
fundo
que desde os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia
do velho
mundo."
GÜNTER
W. LORENZ, crítico e tradutor alemão, 1977.
§.
"Carlos Nejar es esencial e imperativamente un poeta, uno
de los más importantes, sí no el más importante,
de la actual
lírica brasileña.(...) Quuedó dicho que Carlos Nejar,
por enci-
ma de su universaalismo, es un poetatelúrico entrañado en
en hombre profundo, andariego y el paisaje llano, de lejano
horizonte, de Rio Grande. (...) Pero una devsus creaciones
más poderosas, en este sentido, es su poema dramático
en
cinco actos- Miguel Pampa . Donde ubicar literariamente este
drama tan complejo y rico en sugestiones? El peregrinaje del
protagonista en busca de la salvación que sólo vislumbrará
e
en el momento de morir; el caudal de filosofia que atesora el
poema y el fuerte tinte sacral que lo envuelve parecen sufi-
cientes para calificarlo de “mistério dramático”al
modo de
los medievales, ya que como en éstos se basa en un perso -
naje y una atmósfera netamente populares."
ARTURO BERENGUER CARISOMO. “Carlos Nejar y su poema
Miguel Pampa “. LA PRENSA, 15.5.1994, Buenos Aires, Ar-
gentina.
§.
"O equilíbrio entre o racional e o sensível é uma
das caracte-
rísticas da poesia de Carlos Nejar. Em especial nos seus li-
vros de composições mais longas: poemas narrativos . Emo-
ção e reflexão nunca se dissociam nos poemas mais
exten -
sos. E acabam dando origem a metáforas puras, imagens
homéricas, do tipo daquelas em que Zeus confessa arrastar
“para si toda a corrente do ser “.Em seu novo livro, OS DIAS
PELOS DIAS, o leitor poderá observar esta pulsação
rítmi-
ca, própria do epos , mesmo quando o verso sem unidade
métrica se paresenta como princípio ordenador da obra que
tanto pode ser um poema quanto uma sinfonia ou uma escul-
tura.Isto quer dizer que o ritmo do epos tanto pode estar
presente nas artes temporais como nas espaciais."
CÉSAR LEAL. “Os dias pelos dias : novo livro de Nejar “.
DIÁRIO PERNAMBUCANO, 1.12,1997, Recife, Pernambuco.
§.
"Carlos Nejar constitui, no contexto dos anos 70, um
do
mais altos momentos da lírica participativa da língua
por-
tuguesa dos últimos tempos.Soube, como pouquíssimos,
dinamizar poeticamente a palavra, torná-la acesa e vigoro-
sa, situada entre a intervenção e a invenção.(...)
Em TEATRO
EM VERSOS, retoma a grande tradição ibérica dos
autos sa-
cramentais, com Gil Vicente( Auto da Alma), no século XVI,
e
com os mestres do Siglo de Oro espanhol (...) Entretanto, a
linha barroca redimensionada pelo poeta gaúcho se identifi-
ca com a voltada para o alegórico cristianizado e sua proble-
tica metafísica da vida.(...)Talvez uma das razões
da raridade
do poema dramático se manifeste naquela dificuldade
técni-
ca lembrada por T. S. Eliot ( As três vozes da poesia) em atri -
buir passagens poéticas impróprias ou até mesmo adequa-
das a um personagem, travando assim o desenvolvimento
da ação da peça. A estratégia de Carlos Nejar
para resolver
essa dificuldade reside em transformar cada poema em per-
sonagens e cada verso em ato, no qual o leitor / espectador
participa , levado pela ação desveladora da própria
palavra
poética."
ADRIANO ESPÍNOLA .”A poesia que vibra em vozes
dramáticas “. Jornal O GLOBO ,26.12.1998, Rio de Janeiro.
§.
"A confecção
de versos adaptáveis à situação e musicais,
são
propriedades
de um grande poeta. E Nejar soube fazê-lo, mas
soube
ainda dar a seus versos encanto - “fantasia” - e por
essa
razão, não classificaríamos as peças desta
sua obra
que presentemente
analisamos, como teatro em verso, mas
TEATRO
POÉTICO. Pois, mais que versificar, Nejar soube
dar às
vozes que nele aparecem uma dignidade universal e
guardá-las
em uma ânfora de poesia. (...)O barroquismo da
linguagem
poética nejariana hiperboliza, repete cristalizadas
antíteses
e dá o tom de choque de repulsão para expressar
a fugacidade
do tempo."
ESTER
ABREU VIEIRA DE OLIVEIRA. “Teatro em versos de
Carlos
Nejar entre a forma e a fantasia “, 1998.
§.
Surgindo
em 1960, com Sélesis, Carlos Nejar soube marcar
um espaço
único na literatura nacional. Porque, em síntese,
nele
ocorre a confluência inconformada das percepções his-
tórica
e mítica, participante e transcendente, para torná-la
a um
só tempo testemunha de nossa época e reafirmação
superlativa
da imaginação transfiguradora.
ADRIANO
ESPÍNOLA . Carlos Nejar incorpora a confluência re-
belde
. Jornal “Folha de São Paulo “, 9 de agosto de 1999 -
S.
Paulo.
§.
"Livro de Silbion, do poeta Carlos Nejar, não é
só um poema
épico brasileiro. É um poema épico latino-americano.
Esta é
uma poesia de grandeza .(...) Nào é só um livro
brasileiro .
É um livro do mundo. Exagero ? Nenhum.Basta percorrer
estas páginas , basta descobrir nessas palavras e nesses
versos esse sentido existencial do poema, da poesia, do
universo poético. Nos tempos atuais isso é quase um milagre."
ÁLVARO ALVES DE FARIA . Carlos Nejar volta às
for-
mas primitivas . JORNAL DA TARDE , 7.8.99, São Paulo.
§.
"Não deveríamos comparar obras de poetas, mas não
nos é
possível ficar alheios em relação àquilo
que conhecemos de
poetas como João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida
Severina, ou de Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência.
A primeira, uma epopéia nordestina; a segunda, um épico
mineiro. Ao mundo desses dois poetas, damos entrada
para Carlos Nejar, poeta da geração de 60, com seu Miguel
Pampa, cancioneiro gaúcho. (...)Chamo atenção
para a
importância e grandiosidade de Miguel Pampa , poema,
poesia e teatro. A obra é, por si, um conjunto de vivências
do poeta,cuja marca maior é o tempo, o vento e a
valorização da vida."
HUGO
PONTES . Estado de Liberdade.
Jornal “A Gazeta”.Em 20 de agosto de 1997. Vitória,ES.
§.
"Correto seria reconhecer em vida , o lugar que Carlos
Ne-
jar ocupa hoje, ao lado de João Cabral, como o maior poeta
brasileiro vivo."
SÉRGIO
RIBEIRO ROSA. Carlos Nejar . Jornal
“Zero Hora”. Em
25 de julho de 1994 . Palegre, RS.