§.

   "Assim o vate, concentrado e lúcido, achando  fórmulas
   exatas, fulgurantes, em que irrompem perturbantes visões e
   vivências, vai tecendo o seu longo, sibilino texto (de textos), feito
   de palavra e sombra (...) Cada novo livro de (em) si próprio, no
   poço das origens: uma etapa de seu  Gênesis. ...Na  encruzilhada
   da tradição e do futuro, Carlos Nejar é um caminho diferente, um
   caso único no panorama da atual poesia em língua portuguesa."
   JACINTO DO PRADO  COELHO, Lisboa, l977.

§.

  "O poema nejariano é interminável em sua essência;por isso pode
   acabar  sem fim, digamos, como os romances  de Becket...Sua
   poesia  realiza-se  sob a forma de um permanente inventário das
   angústias e dores da condição humana."
   ANTÔNIO RAMOS ROSA, Lisboa , l973.

§.

   "A grande revelação que tive dessa magna figura (Carlos Nejar)
   foi feita por estrangeiros, quando se realizou em Campos (...) ,um
   Seminário de Tradutores da Literatura Brasileira.  Todos ficamos
   de certo modo surpreendidos, vendo que Nejar aparecia em
   primeira  menção feita pelas figuras mais ilustres que ali acorre-
   ram (...)Verificamos quanto é possível que alguém seja lá fora um
   grande nome e aqui dentro (...) passe um tanto à margem de nos-
   sas preocupações."
   AUSTREGÉSILO DE ATHAYDE, Rio de Janeiro, l99l.

§.

   "A   música é sempre, em última análise, mesmo quando mais
   sutilmente se esconde e disfarça, a componente vital da grande
   poesia (..) Arte poética, portanto, destinada a durar. Música ao
   serviço de um  falar poético que é um compromisso feliz entre
   a nossa eliotiana conversa de todos os dias e aquele falar de
    certo modo como  que acima da boca mortal." (...)
   EUGÊNIO LISBOA, Londres-Lisboa, l979.

§.

   "Poeta do tempo, do amor, da esperança, da morte e de Deus, tudo
   isso  entretecido  como fios de uma mesma urdidura, admirável e
   pessoalíssima, tal pode ser a suma da poesia de Nejar. (...) Versos
   irremediavelmente belos(de Deus, obsessão  de Nejar) , cujo
   paralelo  encontramos, talvez mais que noutros poetas, nas
   imagens   de um Simone Martini, de um Paolo Uccello, de um
   Bosch  pintando a criação do mundo (...)"
   ANTÔNIO OSÓRIO, Lisboa, l979.

§.

   O pampa, com suas tradições peculiares e realidades  sociais avul-
   ta na visão poética de Nejar. Testemunha de seu tempo e seu
   povo. Nejar -tão como Drummond (inconfundivelmente mineiro)  e
   Cabral (inconfundivelmente nordestino) - preocupa-se basicamente
   com "a poesia do homem pelo homem ".
   GIOVANNI PONTIERO, Manchester, Inglaterra, l983.

§.

   "Árvore do mundo  é , na realidade, uma obra impressionante   que
   mereceria ser traduzida a todas as línguas européias, pois em sua
   poesia se encontra uma força criativa, um élan profundo que, des-
   de  os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia do velho
   mundo."
   GÜNTER W. LORENZ, Alemanha, l977.

§.

   "A ambição cosmogônica faz, porém, avançar o livro (Memórias
   do porão)para lá desses limites estreitos, e é então História, Civi-
   lização, livro de todos os viandantes."
   FERNANDO ASSIS PACHECO, Lisboa, l985.

§.

   "A variedade dos temas -amoroso, elegíaco, meditativo, social   ,
   místico, épico - não significa dispersão, mas domínio seguro de
   um sopro poético que de livro para livro se adensa e refina (...)
   Carlos Nejar se alça, com sua produção extensa e agora no seu
   apogeu do dizer, do pensar e do sentir, ao mais alto nível da poe-
   sia brasileira deste final de século."
   LÉO GILSON RIBEIRO, S. Paulo, l978.

§.

   "Não faltam idéias à poética de Carlos Nejar, mas praticamente o
   que o distingue é a sua capacidade de verbalização geométrica.
   São   as palavras e sua sábia arquitetônica que já  consagraram
   Carlos Nejar como uma das figuras dominantes de nossa poética
   deste fim de século."
   TRISTÃO DE ATHAYDE, Rio, l979.

§.

   "De Nejar podemos dizer que é um poeta completo.A lírica e a
   épica nele coexistem, como em Camões.Nejar é regional e univer-
   sal, lírico e épico, simples e complexo, telúrico e oceânico,sintéti-
   co e úmido,mallarmaico e rimbaudiano.De  José Maria Cançado a
   Tristão de Athayde, todas as gerações o aplaudiram e estudaram..."
   ANTÔNIO CARLOS VILLAÇA, Rio de Janeiro, l98O.

§.

   "Carlos Nejar é dos grandes nomes da poesia brasileira de todos os
   tempos e não apenas da contemporânea.A linguagem de Nejar tem
   qualquer coisa de labareda. Consome, ao mesmo tempo que
   ilumina, as experiências humanas fixadas no seu canto."
   FRANKLIN DE  OLIVEIRA,  São Paulo, l98O.

§.

   "Poeta da poesia,  mais do que do verso.Porque o verso costuma
   a ser  perecível(...)E nessas horas incertas, de revezamentos ou
   de impugnações históricas, quem assegura a permanência do
   poeta é a poesia: a palavra que fala ou se cala, para além dos limi-
   tes do verso. (...)A poesia de Carlos Nejar se compõe de camadas
   diversas, que se entrecruzam, se dispersam, retornando  sempre
   ao    mesmo    estuário,    ao   mesmo núcleo energético, de onde
   irrompem, em seqüência razoavelmente solidária, as imagens  da
   revelação.(...) Mas este poeta metaf’sico, mágico, de obstinado
   culto do mistério, jamais se deixa enredar nas malhas de um poema
   enigmático. O seu enredo poético de tal maneira alarga o princípio
   da realidade, que quase podemos falar na transparência do mistério
   - religioso, cosmogônico, telúrico."
   EDUARDO PORTELLA , Rio de Janeiro, l989.

§.

   "Em seu já longo caminho de um poetar em busca do homem e  de
   seu lugar no mundo,nestes tempos de crise, Nejar vem  ultrapas-
   sando   cada  vez  com mais lucidez  e  serena alegria os limites
   do mundo concreto e fugaz em que nos movemos, para intuir/vi -
   venciar  o  invisível , onde a nossa efemeridade se eternizaria."
   NELLY NOVAES COELHO, São  Paulo, l993.

§.

   "A escrita (de Carlos Nejar) própria dos poetas que são também
   videntes, é um tecido denso de imagens e ritmos com efeito
   dinamizante...Os textos breves de  Argamassa(Somos poucos)
   reúnem num feixe de rigor- e de esperança - as obsessões que
   ultrapassam o indivíduo, para alcançarem a escala de um Conti -
   nente."
   ARMAND GUIBERT, Paris, l977.

§.

   "Considero  Carlos Nejar  um dos maiores poetas da atualidade.
   Estranho apenas que Nejar não tenha em Rio e São Paulo, a mere-
   cida divulgação."
   CURT MEYER-CLASON, Alemanha, l977.

§.

   "A IDADE DA AURORA  é um monumento imponente da nossa atual
   literatura."
   FERNANDO PY, S.Paulo, l99l.

§.

   "Carlos Nejar se apresentou no apogeu de sua capacidade inventi-
   va; adotando um animismo estonteante, que personifica as gran-
   des forças da alma e dá forma às abstrações mais poderosas da
   mente.(...) Julgamos que A Idade da Aurora  haverá de figurar   na
   obra do poeta como a Invenção de Orfeu se encaixou  na de Jorge
   de Lima. Trata-se de um momento de transe, de um desses instan-
   tes da transformação do homem, de ingresso em outro domínio da
   vida."
   FÁBIO  LUCAS, S. Paulo, l99l.

§.

   "Creio que a própria fusão do épico com o lírico pode explicar   o
   gosto do narrador pelo aforismo. O tom subjetivo de uma possível
    épica, que narraria o demiúrgico, "sopra"a forma expressiva da
   sentença...Não é preciso dizer que o poeta confirmou em tom
   maior (A Idade da aurora), o que eu já havia pressentido na sua
   poesia, uma das mais importantes da atual  poesia brasileira."
   GILBERTO MENDONÇA TELES, Rio de Janeiro, l99l.

§.

   "Carlos Nejar assume-se , pela via da escrita poética,como um
   inventor de fábulas, daquelas que sem quererem explicar o mundo,
   acabam por lançar uma luz pujante e clarificadora sobre a origem
   de muitas coisas.As personagens que habitam este livro mágico
   (A Idade da aurora...)vivem com um pé no registro épico e outro na
   tonalidade intimista da mais depurada lírica.Através delas, o poeta
   constrói a sua singular cosmogonia  e demonstra como são
   tênues  e pouco críveis as fronteiras que tradicionalmente separam
   os gêneros."
   JOSÉ JORGE LETRIA, Lisboa, l99l.

§.

    "A poesia de Nejar, tão rica e tão funda, necessita de mais repousa-
   da leitura para  entregar-se, inteira. Impressionou-me seu extraordi-
   nário vigor, sua força natural, “entre a fala e o silêncio”.
   ENRIQUE MOLINA CAMPOS, poeta, Barcelona, 1979.

§.

   "(...)Na poesia de Nejar se encontra uma força criativa, um élan pro-
   fundo que desde os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia
   do velho mundo."
   GÜNTER W. LORENZ, crítico e tradutor alemão, 1977.

§.

    "Carlos Nejar es esencial e imperativamente un poeta, uno
    de los más importantes, sí  no el más importante, de la actual
    lírica brasileña.(...) Quuedó dicho que Carlos Nejar, por enci-
    ma de su universaalismo, es un poetatelúrico entrañado en
    en hombre profundo, andariego y el paisaje llano, de lejano
    horizonte, de Rio Grande. (...) Pero una devsus creaciones
    más poderosas, en este sentido, es su poema dramático  en
    cinco actos- Miguel Pampa . Donde ubicar literariamente  este
    drama tan complejo y rico en sugestiones? El peregrinaje del
    protagonista en busca de la salvación que sólo vislumbrará e
    en el momento de morir; el caudal de filosofia que atesora el
    poema y el fuerte tinte sacral que lo envuelve parecen sufi-
    cientes para calificarlo  de “mistério dramático”al modo de
    los medievales, ya que como en éstos  se basa en un perso -
    naje  y una atmósfera netamente populares."
    ARTURO BERENGUER CARISOMO. “Carlos Nejar y su poema
    Miguel Pampa “. LA PRENSA,  15.5.1994, Buenos Aires, Ar-
    gentina.

§.

    "O equilíbrio entre o racional e o sensível é uma das caracte-
    rísticas da poesia de Carlos Nejar. Em especial nos seus li-
    vros de composições mais longas: poemas narrativos . Emo-
    ção e reflexão nunca se dissociam nos poemas mais exten -
    sos.  E acabam dando origem a metáforas puras, imagens
    homéricas, do tipo daquelas em que Zeus confessa arrastar
    “para si toda a corrente do ser “.Em seu novo livro, OS DIAS
    PELOS DIAS,  o leitor poderá observar esta pulsação rítmi-
    ca, própria do epos ,  mesmo quando o verso sem unidade
    métrica se paresenta como princípio ordenador da obra que
    tanto pode ser um poema quanto uma sinfonia ou uma escul-
    tura.Isto quer dizer que o ritmo do   epos  tanto pode estar
    presente nas artes temporais como nas espaciais."
    CÉSAR LEAL. “Os dias pelos dias : novo livro de Nejar “.
    DIÁRIO PERNAMBUCANO, 1.12,1997, Recife, Pernambuco.

§.

    "Carlos Nejar constitui, no contexto dos anos 70, um    do
    mais altos momentos da lírica participativa da língua  por-
    tuguesa dos últimos tempos.Soube, como pouquíssimos,
    dinamizar poeticamente a palavra, torná-la acesa e vigoro-
    sa, situada entre a intervenção e a invenção.(...) Em TEATRO
    EM VERSOS, retoma a grande tradição ibérica dos  autos sa-
    cramentais, com Gil Vicente( Auto da Alma),  no século XVI, e
    com os mestres do  Siglo de Oro  espanhol (...) Entretanto, a
    linha barroca redimensionada pelo poeta gaúcho se identifi-
    ca com a voltada para o alegórico cristianizado e sua proble-
    tica metafísica da vida.(...)Talvez uma das  razões da raridade
    do poema dramático se manifeste naquela dificuldade   técni-
    ca lembrada por T. S. Eliot ( As três vozes da poesia) em atri -
    buir passagens poéticas impróprias ou até mesmo adequa-
    das a um personagem, travando assim o desenvolvimento
    da ação da peça. A estratégia de Carlos Nejar para resolver
    essa dificuldade reside em transformar cada poema em per-
    sonagens e cada verso em ato, no qual o leitor / espectador
    participa  , levado pela ação desveladora da própria palavra
    poética."
    ADRIANO ESPÍNOLA .”A poesia que vibra em vozes
    dramáticas “.  Jornal O GLOBO ,26.12.1998, Rio de Janeiro.

§.

   "A confecção de versos adaptáveis à situação e musicais, são
   propriedades de um grande poeta. E Nejar soube fazê-lo, mas
   soube ainda dar a seus versos encanto - “fantasia” - e   por
   essa razão, não classificaríamos as peças desta  sua obra
   que presentemente analisamos, como teatro em verso, mas
   TEATRO POÉTICO.  Pois, mais que versificar, Nejar soube
   dar às vozes que nele aparecem uma dignidade universal e
   guardá-las em uma ânfora de poesia. (...)O barroquismo da
   linguagem poética nejariana hiperboliza, repete cristalizadas
   antíteses  e dá o tom de choque de repulsão para expressar
   a fugacidade do tempo."
   ESTER ABREU VIEIRA DE OLIVEIRA. “Teatro em versos de
   Carlos Nejar entre a forma e a fantasia “, 1998.

§.

   Surgindo em 1960, com  Sélesis, Carlos Nejar soube marcar
   um espaço único na literatura nacional. Porque, em síntese,
   nele ocorre a confluência inconformada das percepções his-
   tórica e mítica, participante e transcendente, para torná-la
   a um só tempo  testemunha de  nossa época e reafirmação
   superlativa da imaginação transfiguradora.
   ADRIANO ESPÍNOLA .  Carlos Nejar incorpora a confluência re-
   belde . Jornal “Folha de São Paulo “, 9 de agosto de 1999  -
   S. Paulo.

§.

    "Livro de Silbion,  do poeta  Carlos Nejar, não é só um poema
    épico brasileiro. É um poema épico latino-americano. Esta é
    uma poesia  de grandeza .(...) Nào é só um livro brasileiro.
    É um livro do mundo. Exagero ?  Nenhum.Basta percorrer
    estas páginas , basta descobrir nessas palavras e nesses
    versos esse sentido existencial do poema, da poesia, do
    universo poético.Nos tempos atuais isso é quase um milagre."
    ÁLVARO ALVES DE FARIA .   Carlos Nejar volta às for-
    mas primitivas .  JORNAL DA TARDE , 7.8.99, São Paulo.

§.

    "Não deveríamos comparar obras de poetas,    mas não nos é
    possível  ficar alheios em relação àquilo que conhecemos de
    poetas como João Cabral de Melo Neto,  Morte e Vida
    Severina,  ou de Cecília Meireles,  Romanceiro da Inconfidência.
    A  primeira, uma epopéia  nordestina; a segunda, um épico
    mineiro. Ao  mundo desses dois poetas, damos entrada
    para Carlos Nejar, poeta da geração de 60, com seu Miguel
     Pampa,      cancioneiro  gaúcho. (...)Chamo atenção para a
    importância e grandiosidade  de  Miguel Pampa , poema,
    poesia e teatro. A  obra é, por si, um conjunto de vivências
    do poeta,cuja marca maior é o tempo, o vento e a
    valorização da vida."
   HUGO PONTES . Estado de Liberdade.
    Jornal “A  Gazeta”. Em 20 de agosto de 1997. Vitória,ES.

§.

    "Correto seria reconhecer em vida , o lugar que  Carlos   Ne-
    jar ocupa hoje, ao lado de João Cabral, como o  maior poeta
    brasileiro vivo."
   SÉRGIO RIBEIRO ROSA.  Carlos Nejar . Jornal
    “Zero Hora”. Em 25 de julho de 1994 . Palegre, RS.

§.

   "Assim o vate, concentrado e lúcido, achando  fórmulas
   exatas, fulgurantes, em que irrompem perturbantes visões e
   vivências, vai tecendo o seu longo, sibilino texto(de textos), feito
   de palavra e sombra (...)Cada novo livro de (em) si próprio, no
   poço das origens: uma etapa de seu  Gênesis. ...Na  encruzilhada
   da tradição e do futuro, Carlos Nejar é um caminho diferente, um
   caso único no panorama da atual poesia em língua portuguesa."
   JACINTO DO PRADO  COELHO, Lisboa, l977.

§.

  "O poema nejariano é interminável em sua essência;por isso pode
   acabar  sem fim, digamos, como os romances  de Becket...Sua
   poesia  realiza-se  sob a forma de um permanente inventário das
   angústias e dores da condição humana."
   ANTÔNIO RAMOS ROSA, Lisboa , l973.

§.

   "A grande revelação que tive dessa magna figura (Carlos Nejar)
   foi feita por estrangeiros, quando se realizou em Campos(...) ,um
   Seminário de Tradutores da Literatura Brasileira.  Todos ficamos
   de certo modo surpreendidos, vendo que Nejar aparecia em
   primeira  menção feita pelas figuras mais ilustres que ali acorre-
   ram (...)Verificamos quanto é possível que alguém seja lá fora um
   grande nome e aqui dentro(...) passe um tanto à margem de nos-
   sas preocupações."
   AUSTREGÉSILO DE ATHAYDE, Rio de Janeiro, l99l.

§.

   "A   música é sempre, em última análise, mesmo quando mais
   sutilmente se esconde e disfarça, a componente vital da grande
   poesia (..) Arte poética, portanto, destinada a durar. Música ao
   serviço de um  falar poético que é um compromisso feliz entre
   a nossa eliotiana conversa de todos os dias e aquele falar de
    certo modo como  que acima da boca mortal." (...)
   EUGÊNIO LISBOA, Londres-Lisboa, l979.

§.

   "Poeta do tempo, do amor, da esperança, da morte e de Deus, tudo
   isso  entretecido  como fios de uma mesma urdidura, admirável e
   pessoalíssima, tal pode ser a suma da poesia de Nejar. (...) Versos
   irremediavelmente belos(de Deus, obsessão  de Nejar) , cujo
   paralelo  encontramos, talvez mais que noutros poetas, nas
   imagens   de um Simone Martini, de um Paolo Uccello, de um
   Bosch  pintando a criação do mundo (...)"
   ANTÔNIO OSÓRIO, Lisboa, l979.

§.

   O pampa, com suas tradições peculiares e realidades  sociais avul-
   ta na visão poética de Nejar. Testemunha de seu tempo e seu
   povo. Nejar -tão como Drummond (inconfundivelmente mineiro)  e
   Cabral (inconfundivelmente nordestino) - preocupa-se basicamente
   com "a poesia do homem pelo homem ".
   GIOVANNI PONTIERO, Manchester, Inglaterra, l983.

§.

   "Árvore do mundo  é , na realidade, uma obra impressionante   que
   mereceria ser traduzida a todas as línguas européias, pois em sua
   poesia se encontra uma força criativa, um élan profundo que, des-
   de  os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia do velho
   mundo."
   GÜNTER W. LORENZ, Alemanha, l977.

§.

   "A   ambição  cosmogônica faz, porém, avançar o livro (Memórias
   do porão)para lá desses limites estreitos, e é então História, Civi-
   lização, livro de todos os viandantes."
   FERNANDO ASSIS PACHECO, Lisboa, l985.

§.

   "A variedade dos temas -amoroso, elegíaco, meditativo, social   ,
   místico, épico - não significa dispersão, mas domínio seguro de
   um sopro poético que de livro para livro se adensa e refina (...)
   Carlos Nejar se alça, com sua produção extensa e agora no seu
   apogeu do dizer, do pensar e do sentir, ao mais alto nível da poe-
   sia brasileira deste final de século."
   LÉO GILSON RIBEIRO, S. Paulo, l978.

§.

   "Não faltam idéias à poética de Carlos Nejar, mas praticamente o
   que o distingue é a sua capacidade de verbalização geométrica.
   São   as palavras e sua sábia arquitetônica que já  consagraram
   Carlos Nejar como uma das figuras dominantes de nossa poética
   deste fim de século."
   TRISTÃO DE ATHAYDE, Rio, l979.

§.

   "De Nejar podemos dizer que é um poeta completo.A lírica e a
   épica nele coexistem, como em Camões.Nejar é regional e univer-
   sal, lírico e épico, simples e complexo, telúrico e oceânico,sintéti-
   co e úmido,mallarmaico e rimbaudiano.De  José Maria Cançado a
   Tristão de Athayde, todas as gerações o aplaudiram e estudaram..."
   ANTÔNIO CARLOS VILLAÇA, Rio de Janeiro, l98O.

§.

   "Carlos Nejar é dos grandes nomes da poesia brasileira de todos os
   tempos e não apenas da contemporânea.A linguagem de Nejar tem
   qualquer coisa de labareda. Consome, ao mesmo tempo que
   ilumina, as experiências humanas fixadas no seu canto."
   FRANKLIN DE  OLIVEIRA,  São Paulo, l98O.

§.

   "Poeta da poesia,  mais do que do verso.Porque o verso costuma
   a ser  perecível(...)E nessas horas incertas, de revezamentos ou
   de impugnações históricas, quem assegura a permanência do
   poeta é a poesia: a palavra que fala ou se cala, para além dos limi-
   tes do verso. (...)A poesia de Carlos Nejar se compõe de camadas
   diversas, que se entrecruzam, se dispersam, retornando  sempre
   ao    mesmo    estuário,    ao   mesmo núcleo energético, de onde
   irrompem, em seqüência razoavelmente solidária, as imagens  da
   revelação.(...) Mas este poeta metaf’sico, mágico, de obstinado
   culto do mistério, jamais se deixa enredar nas malhas de um poema
   enigmático. O seu enredo poético de tal maneira alarga o princípio
   da realidade, que quase podemos falar na transparência do mistério
   - religioso, cosmogônico, telúrico."
   EDUARDO PORTELLA , Rio de Janeiro, l989.

§.

   "Em seu já longo caminho de um poetar em busca do homem e  de
   seu lugar no mundo,nestes tempos de crise, Nejar vem  ultrapas-
   sando   cada  vez  com mais lucidez  e  serena alegria os limites
   do mundo concreto e fugaz em que nos movemos, para intuir/vi -
   venciar  o  invisível , onde a nossa efemeridade se eternizaria."
   NELLY NOVAES COELHO, São  Paulo, l993.

§.

   "A escrita (de Carlos Nejar) própria dos poetas que são também
   videntes, é um tecido denso de imagens e ritmos com efeito
   dinamizante...Os textos breves de  Argamassa(Somos poucos)
   reúnem num feixe de rigor- e de esperança - as obsessões que
   ultrapassam o indivíduo, para alcançarem a escala de um Conti -
   nente."
   ARMAND GUIBERT, Paris, l977.

§.

   "Considero  Carlos Nejar  um dos maiores poetas da atualidade.
   Estranho apenas que Nejar não tenha em Rio e São Paulo, a mere-
   cida divulgação."
   CURT MEYER-CLASON, Alemanha, l977.

§.

   "A IDADE DA AURORA  é um monumento imponente da nossa atual
   literatura."
   FERNANDO PY, S.Paulo, l99l.

§.

   "Carlos Nejar se apresentou no apogeu de sua capacidade inventi-
   va; adotando um animismo estonteante, que personifica as gran-
   des forças da alma e dá forma às abstrações mais poderosas da
   mente.(...) Julgamos que A Idade da Aurora  haverá de figurar   na
   obra do poeta como a Invenção de Orfeu se encaixou  na de Jorge
   de Lima. Trata-se de um momento de transe, de um desses instan-
   tes da transformação do homem, de ingresso em outro domínio da
   vida."
   FÁBIO  LUCAS, S. Paulo, l99l.

§.

   "Creio que a própria fusão do épico com o lírico pode explicar   o
   gosto do narrador pelo aforismo. O tom subjetivo de uma possível
    épica, que narraria o demiúrgico, "sopra"a forma expressiva da
   sentença...Não é preciso dizer que o poeta confirmou em tom
   maior (A Idade da aurora), o que eu já havia pressentido na sua
   poesia, uma das mais importantes da atual  poesia brasileira."
   GILBERTO MENDONÇA TELES, Rio de Janeiro, l99l.

§.

   "Carlos Nejar assume-se , pela via da escrita poética,como um
   inventor de fábulas, daquelas que sem quererem explicar o mundo,
   acabam por lançar uma luz pujante e clarificadora sobre a origem
   de muitas coisas.As personagens que habitam este livro mágico
   (A Idade da aurora...)vivem com um pé no registro épico e outro na
   tonalidade intimista da mais depurada lírica.Através delas, o poeta
   constrói a sua singular cosmogonia  e demonstra como são
   tênues  e pouco críveis as fronteiras que tradicionalmente separam
   os gêneros."
   JOSÉ JORGE LETRIA, Lisboa, l99l.

§.

    "A poesia de Nejar, tão rica e tão funda, necessita de mais repousa-
   da leitura para  entregar-se, inteira. Impressionou-me seu extraordi-
   nário vigor, sua força natural, “entre a fala e o silêncio”.
   ENRIQUE MOLINA CAMPOS, poeta, Barcelona, 1979.

§.

   "(...)Na poesia de Nejar se encontra uma força criativa, um élan pro-
   fundo que desde os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia
   do velho mundo."
   GÜNTER W. LORENZ, crítico e tradutor alemão, 1977.

§.

    "Carlos Nejar es esencial e imperativamente un poeta, uno
    de los más importantes, sí  no el más importante, de la actual
    lírica brasileña.(...) Quuedó dicho que Carlos Nejar, por enci-
    ma de su universaalismo, es un poetatelúrico entrañado en
    en hombre profundo, andariego y el paisaje llano, de lejano
    horizonte, de Rio Grande. (...) Pero una devsus creaciones
    más poderosas, en este sentido, es su poema dramático  en
    cinco actos- Miguel Pampa . Donde ubicar literariamente  este
    drama tan complejo y rico en sugestiones? El peregrinaje del
    protagonista en busca de la salvación que sólo vislumbrará e
    en el momento de morir; el caudal de filosofia que atesora el
    poema y el fuerte tinte sacral que lo envuelve parecen sufi-
    cientes para calificarlo  de “mistério dramático”al modo de
    los medievales, ya que como en éstos  se basa en un perso -
    naje  y una atmósfera netamente populares."
    ARTURO BERENGUER CARISOMO. “Carlos Nejar y su poema
    Miguel Pampa “. LA PRENSA,  15.5.1994, Buenos Aires, Ar-
    gentina.

§.

    "O equilíbrio entre o racional e o sensível é uma das caracte-
    rísticas da poesia de Carlos Nejar. Em especial nos seus li-
    vros de composições mais longas: poemas narrativos . Emo-
    ção e reflexão nunca se dissociam nos poemas mais exten -
    sos.  E acabam dando origem a metáforas puras, imagens
    homéricas, do tipo daquelas em que Zeus confessa arrastar
    “para si toda a corrente do ser “.Em seu novo livro, OS DIAS
    PELOS DIAS,  o leitor poderá observar esta pulsação rítmi-
    ca, própria do epos ,  mesmo quando o verso sem unidade
    métrica se paresenta como princípio ordenador da obra que
    tanto pode ser um poema quanto uma sinfonia ou uma escul-
    tura.Isto quer dizer que o ritmo do   epos  tanto pode estar
    presente nas artes temporais como nas espaciais."
    CÉSAR LEAL. “Os dias pelos dias : novo livro de Nejar “.
    DIÁRIO PERNAMBUCANO, 1.12,1997, Recife, Pernambuco.

§.

    "Carlos Nejar constitui, no contexto dos anos 70, um    do
    mais altos momentos da lírica participativa da língua  por-
    tuguesa dos últimos tempos.Soube, como pouquíssimos,
    dinamizar poeticamente a palavra, torná-la acesa e vigoro-
    sa, situada entre a intervenção e a invenção.(...) Em TEATRO
    EM VERSOS, retoma a grande tradição ibérica dos  autos sa-
    cramentais, com Gil Vicente( Auto da Alma),  no século XVI, e
    com os mestres do  Siglo de Oro  espanhol (...) Entretanto, a
    linha barroca redimensionada pelo poeta gaúcho se identifi-
    ca com a voltada para o alegórico cristianizado e sua proble-
    tica metafísica da vida.(...)Talvez uma das  razões da raridade
    do poema dramático se manifeste naquela dificuldade   técni-
    ca lembrada por T. S. Eliot ( As três vozes da poesia) em atri -
    buir passagens poéticas impróprias ou até mesmo adequa-
    das a um personagem, travando assim o desenvolvimento
    da ação da peça. A estratégia de Carlos Nejar para resolver
    essa dificuldade reside em transformar cada poema em per-
    sonagens e cada verso em ato, no qual o leitor / espectador
    participa  , levado pela ação desveladora da própria palavra
    poética."
    ADRIANO ESPÍNOLA .”A poesia que vibra em vozes
    dramáticas “.  Jornal O GLOBO ,26.12.1998, Rio de Janeiro.

§.

   "A confecção de versos adaptáveis à situação e musicais, são
   propriedades de um grande poeta. E Nejar soube fazê-lo, mas
   soube ainda dar a seus versos encanto - “fantasia” - e   por
   essa razão, não classificaríamos as peças desta  sua obra
   que presentemente analisamos, como teatro em verso, mas
   TEATRO POÉTICO.  Pois, mais que versificar, Nejar soube
   dar às vozes que nele aparecem uma dignidade universal e
   guardá-las em uma ânfora de poesia. (...)O barroquismo da
   linguagem poética nejariana hiperboliza, repete cristalizadas
   antíteses  e dá o tom de choque de repulsão para expressar
   a fugacidade do tempo."
   ESTER ABREU VIEIRA DE OLIVEIRA. “Teatro em versos de
   Carlos Nejar entre a forma e a fantasia “, 1998.

§.

   Surgindo em 1960, com  Sélesis, Carlos Nejar soube marcar
   um espaço único na literatura nacional. Porque, em síntese,
   nele ocorre a confluência inconformada das percepções his-
   tórica e mítica, participante e transcendente, para torná-la
   a um só tempo  testemunha de  nossa época e reafirmação
   superlativa da imaginação transfiguradora.
   ADRIANO ESPÍNOLA .  Carlos Nejar incorpora a confluência re-
   belde . Jornal “Folha de São Paulo “, 9 de agosto de 1999  -
   S. Paulo.

§.

    "Livro de Silbion,  do poeta  Carlos Nejar, não é só um poema
    épico brasileiro. É um poema épico latino-americano. Esta é
    uma poesia  de grandeza .(...) Nào é só um livro brasileiro .
    É um livro do mundo. Exagero ?  Nenhum.Basta percorrer
    estas páginas , basta descobrir nessas palavras e nesses
    versos esse sentido existencial do poema, da poesia, do
    universo poético.Nos tempos atuais isso é quase um mila-
    gre."
    ÁLVARO ALVES DE FARIA .   Carlos Nejar volta às for-
    mas primitivas .  JORNAL DA TARDE , 7.8.99, São Paulo.

§.

    "Não deveríamos comparar obras de poetas,    mas não nos é
    possível  ficar alheios em relação àquilo que conhecemos de
    poetas como João Cabral de Melo Neto,  Morte e Vida
    Severina,  ou de Cecília Meireles,  Romanceiro da Inconfidência.
    A  primeira, uma epopéia  nordestina; a segunda, um épico
    mineiro. Ao  mundo desses dois poetas, damos entrada
    para Carlos Nejar, poeta da geração de 60, com seu Miguel
     Pampa,      cancioneiro  gaúcho. (...)Chamo atenção para a
    importância e grandiosidade  de  Miguel Pampa , poema,
    poesia e teatro. A  obra é, por si, um conjunto de vivências
    do poeta,cuja marca maior é o tempo, o vento e a
    valorização da vida."
   HUGO PONTES . Estado de Liberdade.
    Jornal “A  Gazeta”.Em 20 de agosto de 1997. Vitória,ES.

§.

    "Correto seria reconhecer em vida , o lugar que  Carlos   Ne-
    jar ocupa hoje, ao lado de João Cabral, como o  maior poeta
    brasileiro vivo."
   SÉRGIO RIBEIRO ROSA.  Carlos Nejar . Jornal
    “Zero Hora”. Em 25 de julho de 1994 . Palegre, RS.

§.

   "Assim o vate, concentrado e lúcido, achando  fórmulas
   exatas, fulgurantes, em que irrompem perturbantes visões e
   vivências, vai tecendo o seu longo, sibilino texto (de textos), feito
   de palavra e sombra (...)Cada novo livro de (em) si próprio, no
   poço das origens: uma etapa de seu  Gênesis. ...Na  encruzilhada
   da tradição e do futuro, Carlos Nejar é um caminho diferente, um
   caso único no panorama da atual poesia em língua portuguesa."
   JACINTO DO PRADO  COELHO, Lisboa, l977.

§.

  "O poema nejariano é interminável em sua essência;por isso pode
   acabar  sem fim, digamos, como os romances  de Becket...Sua
   poesia  realiza-se  sob a forma de um permanente inventário das
   angústias e dores da condição humana."
   ANTÔNIO RAMOS ROSA, Lisboa , l973.

§.

   "A grande revelação que tive dessa magna figura (Carlos Nejar)
   foi feita por estrangeiros, quando se realizou em Campos(...) ,um
   Seminário de Tradutores da Literatura Brasileira.  Todos ficamos
   de certo modo surpreendidos, vendo que Nejar aparecia em
   primeira  menção feita pelas figuras mais ilustres que ali acorre-
   ram (...)Verificamos quanto é possível que alguém seja lá fora um
   grande nome e aqui dentro(...) passe um tanto à margem de nos-
   sas preocupações."
   AUSTREGÉSILO DE ATHAYDE, Rio de Janeiro, l99l.

§.

   "A   música é sempre, em última análise, mesmo quando mais
   sutilmente se esconde e disfarça, a componente vital da grande
   poesia (..) Arte poética, portanto, destinada a durar. Música ao
   serviço de um  falar poético que é um compromisso feliz entre
   a nossa eliotiana conversa de todos os dias e aquele falar de
    certo modo como  que acima da boca mortal." (...)
   EUGÊNIO LISBOA, Londres-Lisboa, l979.

§.

   "Poeta do tempo, do amor, da esperança, da morte e de Deus, tudo
   isso  entretecido  como fios de uma mesma urdidura, admirável e
   pessoalíssima, tal pode ser a suma da poesia de Nejar. (...) Versos
   irremediavelmente belos(de Deus, obsessão  de Nejar) , cujo
   paralelo  encontramos, talvez mais que noutros poetas, nas
   imagens   de um Simone Martini, de um Paolo Uccello, de um
   Bosch  pintando a criação do mundo (...)"
   ANTÔNIO OSÓRIO, Lisboa, l979.

§.

   O pampa, com suas tradições peculiares e realidades  sociais avul-
   ta na visão poética de Nejar. Testemunha de seu tempo e seu
   povo. Nejar -tão como Drummond (inconfundivelmente mineiro)  e
   Cabral (inconfundivelmente nordestino) - preocupa-se basicamente
   com "a poesia do homem pelo homem ".
   GIOVANNI PONTIERO, Manchester, Inglaterra, l983.

§.

   "Árvore do mundo  é , na realidade, uma obra impressionante   que
   mereceria ser traduzida a todas as línguas européias, pois em sua
   poesia se encontra uma força criativa, um élan profundo que, des-
   de  os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia do velho
   mundo."
   GÜNTER W. LORENZ, Alemanha, l977.

§.

   "A   ambição  cosmogônica faz, porém, avançar o livro (Memórias
   do porão)para lá desses limites estreitos, e é então História, Civi-
   lização, livro de todos os viandantes."
   FERNANDO ASSIS PACHECO, Lisboa, l985.

§.

   "A variedade dos temas -amoroso, elegíaco, meditativo, social   ,
   místico, épico - não significa dispersão, mas domínio seguro de
   um sopro poético que de livro para livro se adensa e refina (...)
   Carlos Nejar se alça, com sua produção extensa e agora no seu
   apogeu do dizer, do pensar e do sentir, ao mais alto nível da poe-
   sia brasileira deste final de século."
   LÉO GILSON RIBEIRO, S. Paulo, l978.

§.

   "Não faltam idéias à poética de Carlos Nejar, mas praticamente o
   que o distingue é a sua capacidade de verbalização geométrica.
   São   as palavras e sua sábia arquitetônica que já  consagraram
   Carlos Nejar como uma das figuras dominantes de nossa poética
   deste fim de século."
   TRISTÃO DE ATHAYDE, Rio, l979.

§.

   "De Nejar podemos dizer que é um poeta completo.A lírica e a
   épica nele coexistem, como em Camões.Nejar é regional e univer-
   sal, lírico e épico, simples e complexo, telúrico e oceânico,sintéti-
   co e úmido,mallarmaico e rimbaudiano.De  José Maria Cançado a
   Tristão de Athayde, todas as gerações o aplaudiram e estudaram..."
   ANTÔNIO CARLOS VILLAÇA, Rio de Janeiro, l98O.

§.

   "Carlos Nejar é dos grandes nomes da poesia brasileira de todos os
   tempos e não apenas da contemporânea.A linguagem de Nejar tem
   qualquer coisa de labareda. Consome, ao mesmo tempo que
   ilumina, as experiências humanas fixadas no seu canto."
   FRANKLIN DE  OLIVEIRA,  São Paulo, l98O.

§.

   "Poeta da poesia,  mais do que do verso.Porque o verso costuma
   a ser  perecível(...)E nessas horas incertas, de revezamentos ou
   de impugnações históricas, quem assegura a permanência do
   poeta é a poesia: a palavra que fala ou se cala, para além dos limi-
   tes do verso. (...)A poesia de Carlos Nejar se compõe de camadas
   diversas, que se entrecruzam, se dispersam, retornando  sempre
   ao    mesmo    estuário,    ao   mesmo núcleo energético, de onde
   irrompem, em seqüência razoavelmente solidária, as imagens  da
   revelação.(...) Mas este poeta metaf’sico, mágico, de obstinado
   culto do mistério, jamais se deixa enredar nas malhas de um poema
   enigmático. O seu enredo poético de tal maneira alarga o princípio
   da realidade, que quase podemos falar na transparência do mistério
   - religioso, cosmogônico, telúrico."
   EDUARDO PORTELLA , Rio de Janeiro, l989.

§.

   "Em seu já longo caminho de um poetar em busca do homem e  de
   seu lugar no mundo,nestes tempos de crise, Nejar vem  ultrapas-
   sando   cada  vez  com mais lucidez  e  serena alegria os limites
   do mundo concreto e fugaz em que nos movemos, para intuir/vi -
   venciar  o  invisível , onde a nossa efemeridade se eternizaria."
   NELLY NOVAES COELHO, São  Paulo, l993.

§.

   "A escrita (de Carlos Nejar) própria dos poetas que são também
   videntes, é um tecido denso de imagens e ritmos com efeito
   dinamizante...Os textos breves de  Argamassa(Somos poucos)
   reúnem num feixe de rigor- e de esperança - as obsessões que
   ultrapassam o indivíduo, para alcançarem a escala de um Conti -
   nente."
   ARMAND GUIBERT, Paris, l977.

§.

   "Considero  Carlos Nejar  um dos maiores poetas da atualidade.
   Estranho apenas que Nejar não tenha em Rio e São Paulo, a mere-
   cida divulgação."
   CURT MEYER-CLASON, Alemanha, l977.

§.

   "A IDADE DA AURORA é um monumento imponente da nossa atual
   literatura."
   FERNANDO PY, S.Paulo, l99l.

§.

   "Carlos Nejar se apresentou no apogeu de sua capacidade inventi-
   va; adotando um animismo estonteante, que personifica as gran-
   des forças da alma e dá forma às abstrações mais poderosas da
   mente.(...) Julgamos que A Idade da Aurora  haverá de figurar   na
   obra do poeta como a Invenção de Orfeu se encaixou  na de Jorge
   de Lima. Trata-se de um momento de transe, de um desses instan-
   tes da transformação do homem, de ingresso em outro domínio da
   vida."
   FÁBIO  LUCAS, S. Paulo, l99l.

§.

   "Creio que a própria fusão do épico com o lírico pode explicar   o
   gosto do narrador pelo aforismo. O tom subjetivo de uma possível
    épica, que narraria o demiúrgico, "sopra"a forma expressiva da
   sentença...Não é preciso dizer que o poeta confirmou em tom
   maior (A Idade da aurora), o que eu já havia pressentido na sua
   poesia, uma das mais importantes da atual  poesia brasileira."
   GILBERTO MENDONÇA TELES, Rio de Janeiro, l99l.

§.

   "Carlos Nejar assume-se , pela via da escrita poética,como um
   inventor de fábulas, daquelas que sem quererem explicar o mundo,
   acabam por lançar uma luz pujante e clarificadora sobre a origem
   de muitas coisas.As personagens que habitam este livro mágico
   (A Idade da aurora...)vivem com um pé no registro épico e outro na
   tonalidade intimista da mais depurada lírica.Através delas, o poeta
   constrói a sua singular cosmogonia  e demonstra como são
   tênues  e pouco críveis as fronteiras que tradicionalmente separam
   os gêneros."
   JOSÉ JORGE LETRIA, Lisboa, l99l.

§.

    "A poesia de Nejar, tão rica e tão funda, necessita de mais repousa-
   da leitura para  entregar-se, inteira. Impressionou-me seu extraordi-
   nário vigor, sua força natural, “entre a fala e o silêncio”.
   ENRIQUE MOLINA CAMPOS, poeta, Barcelona, 1979.

§.

   "(...)Na poesia de Nejar se encontra uma força criativa, um élan pro-
   fundo que desde os dias de Garcia Lorca desapareceram da poesia
   do velho mundo."
   GÜNTER W. LORENZ, crítico e tradutor alemão, 1977.

§.

    "Carlos Nejar es esencial e imperativamente un poeta, uno
    de los más importantes, sí  no el más importante, de la actual
    lírica brasileña.(...) Quuedó dicho que Carlos Nejar, por enci-
    ma de su universaalismo, es un poetatelúrico entrañado en
    en hombre profundo, andariego y el paisaje llano, de lejano
    horizonte, de Rio Grande. (...) Pero una devsus creaciones
    más poderosas, en este sentido, es su poema dramático  en
    cinco actos- Miguel Pampa . Donde ubicar literariamente  este
    drama tan complejo y rico en sugestiones? El peregrinaje del
    protagonista en busca de la salvación que sólo vislumbrará e
    en el momento de morir; el caudal de filosofia que atesora el
    poema y el fuerte tinte sacral que lo envuelve parecen sufi-
    cientes para calificarlo  de “mistério dramático”al modo de
    los medievales, ya que como en éstos  se basa en un perso -
    naje  y una atmósfera netamente populares."
    ARTURO BERENGUER CARISOMO. “Carlos Nejar y su poema
    Miguel Pampa “. LA PRENSA,  15.5.1994, Buenos Aires, Ar-
    gentina.

§.

    "O equilíbrio entre o racional e o sensível é uma das caracte-
    rísticas da poesia de Carlos Nejar. Em especial nos seus li-
    vros de composições mais longas: poemas narrativos . Emo-
    ção e reflexão nunca se dissociam nos poemas mais exten -
    sos.  E acabam dando origem a metáforas puras, imagens
    homéricas, do tipo daquelas em que Zeus confessa arrastar
    “para si toda a corrente do ser “.Em seu novo livro, OS DIAS
    PELOS DIAS,  o leitor poderá observar esta pulsação rítmi-
    ca, própria do epos ,  mesmo quando o verso sem unidade
    métrica se paresenta como princípio ordenador da obra que
    tanto pode ser um poema quanto uma sinfonia ou uma escul-
    tura.Isto quer dizer que o ritmo do   epos  tanto pode estar
    presente nas artes temporais como nas espaciais."
    CÉSAR LEAL. “Os dias pelos dias : novo livro de Nejar “.
    DIÁRIO PERNAMBUCANO, 1.12,1997, Recife, Pernambuco.

§.

    "Carlos Nejar constitui, no contexto dos anos 70, um    do
    mais altos momentos da lírica participativa da língua  por-
    tuguesa dos últimos tempos.Soube, como pouquíssimos,
    dinamizar poeticamente a palavra, torná-la acesa e vigoro-
    sa, situada entre a intervenção e a invenção.(...) Em TEATRO
    EM VERSOS, retoma a grande tradição ibérica dos  autos sa-
    cramentais, com Gil Vicente( Auto da Alma),  no século XVI, e
    com os mestres do  Siglo de Oro  espanhol (...) Entretanto, a
    linha barroca redimensionada pelo poeta gaúcho se identifi-
    ca com a voltada para o alegórico cristianizado e sua proble-
    tica metafísica da vida.(...)Talvez uma das  razões da raridade
    do poema dramático se manifeste naquela dificuldade   técni-
    ca lembrada por T. S. Eliot ( As três vozes da poesia) em atri -
    buir passagens poéticas impróprias ou até mesmo adequa-
    das a um personagem, travando assim o desenvolvimento
    da ação da peça. A estratégia de Carlos Nejar para resolver
    essa dificuldade reside em transformar cada poema em per-
    sonagens e cada verso em ato, no qual o leitor / espectador
    participa  , levado pela ação desveladora da própria palavra
    poética."
    ADRIANO ESPÍNOLA .”A poesia que vibra em vozes
    dramáticas “.  Jornal O GLOBO ,26.12.1998, Rio de Janeiro.

§.

   "A confecção de versos adaptáveis à situação e musicais, são
   propriedades de um grande poeta. E Nejar soube fazê-lo, mas
   soube ainda dar a seus versos encanto - “fantasia” - e   por
   essa razão, não classificaríamos as peças desta  sua obra
   que presentemente analisamos, como teatro em verso, mas
   TEATRO POÉTICO.  Pois, mais que versificar, Nejar soube
   dar às vozes que nele aparecem uma dignidade universal e
   guardá-las em uma ânfora de poesia. (...)O barroquismo da
   linguagem poética nejariana hiperboliza, repete cristalizadas
   antíteses  e dá o tom de choque de repulsão para expressar
   a fugacidade do tempo."
   ESTER ABREU VIEIRA DE OLIVEIRA. “Teatro em versos de
   Carlos Nejar entre a forma e a fantasia “, 1998.

§.

   Surgindo em 1960, com  Sélesis, Carlos Nejar soube marcar
   um espaço único na literatura nacional. Porque, em síntese,
   nele ocorre a confluência inconformada das percepções his-
   tórica e mítica, participante e transcendente, para torná-la
   a um só tempo  testemunha de  nossa época e reafirmação
   superlativa da imaginação transfiguradora.
   ADRIANO ESPÍNOLA .  Carlos Nejar incorpora a confluência re-
   belde . Jornal “Folha de São Paulo “, 9 de agosto de 1999  -
   S. Paulo.

§.

    "Livro de Silbion,  do poeta  Carlos Nejar, não é só um poema
    épico brasileiro. É um poema épico latino-americano. Esta é
    uma poesia  de grandeza .(...) Nào é só um livro brasileiro .
    É um livro do mundo. Exagero ?  Nenhum.Basta percorrer
    estas páginas , basta descobrir nessas palavras e nesses
    versos esse sentido existencial do poema, da poesia, do
    universo poético. Nos tempos atuais isso é quase um milagre."
    ÁLVARO ALVES DE FARIA .   Carlos Nejar volta às for-
    mas primitivas .  JORNAL DA TARDE , 7.8.99, São Paulo.

§.

    "Não deveríamos comparar obras de poetas,  mas não nos é
    possível  ficar alheios em relação àquilo que conhecemos de
    poetas como João Cabral de Melo Neto,  Morte e Vida
    Severina,  ou de Cecília Meireles,  Romanceiro da Inconfidência.
    A  primeira, uma epopéia  nordestina; a segunda, um épico
    mineiro. Ao  mundo desses dois poetas, damos entrada
    para Carlos Nejar, poeta da geração de 60, com seu Miguel
     Pampa, cancioneiro  gaúcho. (...)Chamo atenção para a
    importância e grandiosidade  de  Miguel Pampa , poema,
    poesia e teatro. A  obra é, por si, um conjunto de vivências
    do poeta,cuja marca maior é o tempo, o vento e a
    valorização da vida."
   HUGO PONTES . Estado de Liberdade.
    Jornal “A  Gazeta”.Em 20 de agosto de 1997. Vitória,ES.

§.

    "Correto seria reconhecer em vida , o lugar que  Carlos   Ne-
    jar ocupa hoje, ao lado de João Cabral, como o  maior poeta
    brasileiro vivo."
   SÉRGIO RIBEIRO ROSA.  Carlos Nejar . Jornal
“Zero Hora”. Em 25 de julho de 1994 . Palegre, RS.